Petrolífera garante estar a trabalhar para honrar as obrigações. Estar impedida de carregar o petróleo a que tem direito ou ser excluída dos blocos são as sanções possíveis para os parceiros do grupos empreiteiros em falta.
A multinacional francesa Total anunciou que pagou ao Estado angolano, durante o terceiro trimestre de 2017, cerca de 200 milhões de dólares (170 milhões de euros) para "resolver" um diferendo fiscal.
Apesar de o mercado só acusar os efeitos da quebra nos níveis de produção de cimento no país a partir de finais do segundo trimestre deste ano, com os preços a subirem em todo o país, as causas do problema remontam a 2014 e estão associadas à queda do preço de petróleo bruto no mercado internacional, que levou o Executivo a eliminar as subvenções dos preços dos combustíveis, revela a Associação da Indústria Cimenteira de Angola (AICA).
O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em dezembro, encerrou hoje no mercado de futuros de Londres a cotar acima dos 60 dólares pela primeira vez desde junho de 2015, ao valorizar 1,93%, para 60,44 dólares.
O ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, afirmou, em Luanda, que é necessário que se restabeleça rapidamente a capacidade de produção de cimento no país para travar a especulação do produto no mercado.
A crise em Angola não abala o interesse das empresas portuguesas, mas as dificuldades estão a obrigar a investir na produção local, desde logo para contornar a falta de divisas, admitem empresários da área da construção.
O Fundo Monetário Internacional vai prestar assistência técnica ao Banco Nacional de Angola (BNA) no processo de adequação da instituição "às normas e boas práticas internacionais", anunciou hoje o banco central.