O banco Nacional de Angola (BNA) deixou de impor o limite de uma variação máxima de 2% nos leilões de divisas que realiza diariamente, permitindo assim que a moeda nacional oscilasse livremente, segundo o regulador financeiro.
A desvalorização do kwanza, a moeda angolana desde 2014 com a queda do preço do petróleo, fez disparar para 60% os índices de pobreza extrema e para 30% o número de desempregados.
Os principais produtos que compõem a cesta básica, como arroz, açúcar, óleo, massa alimentar e outros, registaram nas últimas semanas uma subida de preços nos principais armazéns e mercados informais da cidade de Luanda.
O Banco Nacional de Angola deixou de impor o limite de uma variação máxima de 2% nos leilões de divisas que realiza diariamente, permitindo assim que a moeda nacional oscilasse livremente, segundo o regulador financeiro.
O economista-chefe da consultora Eaglestone admitiu esta segunda-feira, em declarações à Lusa, ser provável que o Banco Nacional de Angola aumente a taxa de juro diretora em resposta à desvalorização do kwanza, que caiu 15,8% este mês.
O analista da consultora Capital Economics que segue a economia de Angola disse hoje à Lusa que a acentuada desvalorização do kwanza nos últimos dias deverá elevar o rácio da dívida pública para 105% do produto interno bruto (PIB).
O Ministério das Finanças de Angola prevê uma recessão de 1,1% este ano e antecipa um crescimento de 1,8% no próximo ano, sustentado no aumento da produção petrolífera e na economia não petrolífera.