A ministra angolana das Finanças, Vera Daves, afirmou hoje que as iniciativas para o alívio da dívida negociadas no âmbito do G20 se deverão traduzir numa poupança de seis mil milhões de dólares (cinco mil milhões de euros) até 2023.
As moedas estrangeiras, o dólar norte-americano e o euro mantêm os seus preços, acima dos 75 mil e 85 mil kwanzas, no mercado de câmbio informal, vulgo "Kinguilas", de alguns pontos de Luanda.
A consultora NKC Research considerou hoje que a moeda nacional de Angola, o kwanza, vai desvalorizar-se 50% este ano face ao dólar, com a inflação a chegar ao valor mais alto desde dezembro de 2017.
A agência de notação financeira Moody's estima que Angola enfrente uma recessão de 3,3% do PIB e que a dívida pública suba para 120% este ano, com as métricas de crédito a deverem deteriorar-se significativamente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje o pedido de Angola para o aumento da assistência financeira, desembolsando de imediato mil milhões de dólares (um bilhão de dólares) e elevando o total do programa para quase 4,5 mil milhões de dólares (4,5 bilhões).
O Governo angolano deu ordem ao Ministério das Finanças para apurar os débitos e créditos existentes entre as empresas públicas Sonangol, TAAG e PRODEL e regularizar as dívidas, com vista a proceder ao saneamento das empresas.
O Ministério angolano das Finanças (MINFIN) desvalorizou hoje a revisão em baixa do ‘rating’ da dívida soberana pelas principais agências de notação financeira e afirmou que há progressos na renegociação da dívida com os seus credores.