No último sábado, o escritor angolano José Eduardo Agualusa esteve em Frankfurt, aqui na Alemanha, num encontro literário. A DW África aproveitou a oportunidade para entrevistá-lo também sobre a atual crise político-social e económica que Angola atravessa.
O tribunal de Luanda decidiu hoje suspender até 8 de fevereiro o julgamento dos 17 ativistas angolanos acusados de prepararem uma rebelião, depois de os 50 membros indicados para um alegado governo de salvação nacional terem faltado novamente.
O governo angolano mantém uma política de desrespeito do direito da liberdade de expressão, sustenta o relatório anual da Human Rights Watch (HRW), distribuído hoje.
O director do Departamento de Estatística e Análises da Comissão de Mercados de Capitais (CMC), Emílio Londa, disse hoje, quarta-feira, em Luanda, que o sistema financeiro nacional vai continuar a sofrer uma deterioração nos seus activos.
Brasil e Angola são os dois representantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em queda no índice de perceção de corrupção de 2015, que engloba 168 países de todo o mundo (contra 175 em 2014) e é publicado esta quarta-feira pela Transparecy International, uma coligação global anticorrupção.
O kwanza é a segunda moeda africana que mais desvalorizou no último ano. E a cotação oficial é menos de metade do valor da moeda angolana, em relação ao dólar, no mercado informal. Uma tendência para continuar ao longo deste ano, segundo a generalidade dos analistas.
Tribunal que julga os 17 ativistas angolanos, acusados de prepararem uma rebelião, lembra que "há mecanismos na lei" para trazer nomes de alegado governo de salvação nacional a depor - nem que seja "sob coação".
"Por favor, sem medo de me ofender, me chame de negra. Eu amo. E se for com carinho pode me chamar de neguinha. Eu sou negra, nasci negra, vou morrer negra e tenho muito orgulho da minha cor". O desabafo é da angolana Ilda Isabel Lando, de 23 anos, que mora em Campo Grande há duas décadas, e foi postado por ela nas redes sociais na segunda-feira (25).
Todos quantos ansiosamente esperaram da parte de Isaías Samakuva um gesto de puro altruísmo e de desapego pelo poder, ficaram atônitos com o anuncio da sua recandidatura e consecutiva reeleição. Acredito até, que os menos atentos tenham ficado perplexos com o jogo de cartas marcadas, utilizadas pelo líder da UNITA para manter-se incólume na presidência do partido do galo negro por mais 5 anos.
Dois oficias das Forças Armadas Angolanas (FAA), declarantes no julgamento dos 17 indivíduos acusados de actos preparatórios de rebelião, formam ouvidos nesta terça-feira, na capital do país, na 14ª secção dos crimes comuns do Tribunal Provincial de Luanda.