O militante histórico do MPLA Santana André Pitra “Petroff” defende a transferência “urgente” da liderança do partido de José Eduardo dos Santos para João Lourenço.
Algumas dezenas de estudantes, ativistas e académicos angolanos manifestaram-se este sábado no centro de Luanda contra o que afirmam ser a amnistia dos desvios de dinheiros públicos, através das propostas de lei sobre repatriamento de capitais.
Hoje, escrevo sobre os últimos desenvolvimentos à volta da sucessão presidencial no MPLA, porque, pelos últimos acontecimentos, momentos como estes devem ser registados e analisados para ler no futuro. Estes factos não podem passar assim sem registo, porque nunca, em 61 anos do partido que começou como movimento, a sucessão na sua liderança foi tão escrutinada, até por aqueles que não são seus militantes embora isso seja perfeitamente compreensível por ser o partido no poder desde 1975.
A empresária Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano, acusa o Jornal de Angola (estatal) de “manter os angolanos mal informados”, respondendo às notícias sobre uma rejeição da proposta de José Eduardo dos Santos, na transição na liderança do MPLA.
O vice-presidente do MPLA e Presidente da República defendeu hoje o reforço do combate às "más condutas, ao desrespeito aos princípio e valores" do partido no poder em Angola e o fortalecimento das estruturas da organização política.
O MPLA pretende melhorar a proposta do seu presidente, José Eduardo dos Santos, sobre a realização do congresso extraordinário que vai tratar da questão da liderança do partido.
O vice-presidente do MPLA, João Lourenço, refutou neste sábado, em Luanda, a ideia de que existe uma divisão no partido que coloca os militantes entre apoiantes seus e do líder partidário, José Eduardo dos Santos.
O antigo presidente Angola tinha prometido sair da política activa em 2018. Agora, propôs a realização de um congresso extraordinário do MPLA em Dezembro ou Abril. A tensão com o seu sucessor, João Lourenço, continua.
Um grupo de cidadãos integrados na denominada Sociedade Civil Organizada, sai esta manhã, à rua, em Luanda, para manifestar-se pacificamente em prol do repatriamento de capitais a favor do Estado angolano
A bicefalia é um assunto que está em voga, sobretudo por duas razões. Primeiro, por não haver por cá tradição bicéfala. Em segundo lugar, porque a prática nos indica que poderá não haver sintonia entre o Presidente da República e o Presidente do partido político que governa, tantos e tão díspares são os interesses em jogo.