Segunda, 27 de Abril de 2026
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Segunda, 27 Abril 2026 15:41

Angola pede cautela aos cidadãos residentes na África do Sul após ataques a imigrantes

A Embaixada de Angola na África do Sul apelou hoje aos cidadãos angolanos residentes no país para evitarem deslocações, manterem a calma e agirem com prudência face às várias "manifestações e situações de tensão social" contra os imigrantes.

"A Embaixada da República de Angola na República da África do Sul está a acompanhar, com particular atenção, as ocorrências verificadas nos últimos dias, em território sul-africano, relacionadas com manifestações e situações de tensão social, não havendo, até ao momento, qualquer registo oficial de cidadãos angolanos diretamente afetados por atos de violência", lê-se numa publicação da embaixada na rede social Facebook.

Segundo a nota, as autoridades diplomáticas e consulares angolanas estão em contacto com as comunidades no país da África Austral e recomendam "o cumprimento rigoroso das orientações das autoridades locais".

A embaixada reiterou ainda o seu "compromisso de proteger e prestar assistência aos cidadãos angolanos".

As manifestações e tensões sociais no país africano devem-se à migração, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, Este do país.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e, frequentemente, têm resultado em ondas de protestos violentos e distúrbios, especialmente nos bairros mais vulneráveis.

Na sexta-feira, o Governo do Gana convocou o embaixador sul-africano no país após "incidentes xenófobos" ocorridos nas últimas semanas e divulgados nas redes sociais, onde videos mostram supostos migrantes africanos a serem atacados na África do Sul.

Inúmeras comunidades de imigrantes foram então repatriadas pelos seus próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de duras críticas internacionais por xenofobia.

Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch.

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