Quinta, 25 de Abril de 2024
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Quinta, 15 Fevereiro 2024 14:08

Inflação em Angola vai subir para 24% no primeiro semestre - Consultora

A consultora Oxford Economics elevou hoje a previsão de aumento dos preços em Angola, antecipando uma subida de até 24% ainda neste semestre, descendo para uma média de 21,8% no total do ano.

"Prevemos que a taxa de inflação atinja um pico de mais de 24% no final do primeiro semestre, em comparação com o período homólogo de 2023, devido ao contínuo efeito do enfraquecimento da taxa de câmbio nos bens de consumo importados", lê-se no comentário à divulgação da inflação de janeiro, que aumenta em um ponto percentual a previsão de subida dos preços neste semestre.

A inflação em Angola acelerou para 21,99% em janeiro, o valor mais elevado em 18 meses e que representa um acréscimo de 9,44 pontos percentuais face ao mês homólogo, segundo o Instituto Nacional de Estatística angolano.

De acordo com a Folha de Informação Rápida (FIR), o Índice de Preços no Consumidor Nacional registou uma variação de 2,49% entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, a maior da série disponibilizada na FIR, que abrange 36 meses (desde janeiro de 2021).

A inflação mensal cresce há 15 meses consecutivos, à semelhança da inflação homóloga, que continua a aumentar desde abril de 2023.

"A forte depreciação do kwanza desde maio de 2023, com a moeda nacional a transacionar no pior valor de perto de 833 kwanzas por dólar, levou a um ressurgimento da inflação dos bens alimentares", escrevem os analistas no comentário enviado aos investidores, e a que a Lusa teve acesso.

Para além disto, acrescentam, "a redução dos subsídios aos preços dos combustíveis começou a colocar pressão na inflação dos transportes, e por isso a inflação está ao nível mais elevado desde julho de 2022".

De acordo com o departamento africano da consultora britânica Oxford Economics, o Banco Nacional de Angola deverá manter a taxa de câmbio oficial nos 830 a 845 kwanzas por dólar até ao final deste ano, com a média da inflação a aumentar de 13,6% em 2023 para 21,8% este ano.

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