Desde a introdução do multipartidarismo em Angola, em 1992, os sucessivos processos eleitorais — realizados em 1992, 2008, 2012, 2017 e 2022 — têm sido acompanhados por denúncias de irregularidades levantadas pela oposição e por setores da sociedade civil. As acusações, frequentemente protagonizadas pela União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), alimentam um debate político que ultrapassa as fronteiras angolanas e chega regularmente ao espaço político português.