Quinta, 18 de Junho de 2026
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O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou esta semana que Angola continua refém de um modelo económico excessivamente dependente do petróleo, da dívida pública e da concentração de recursos nas mãos do Estado, defendendo que as políticas de estabilização implementadas nos últimos anos não produziram a transformação estrutural necessária para garantir um desenvolvimento sustentável.

O pré-candidato à presidência do MPLA, António Venâncio, denunciou esta terça-feira alegadas irregularidades e dificuldades no processo de preparação do 9.º Congresso Ordinário do partido, acusando a direcção de não garantir igualdade de tratamento entre os concorrentes e admitindo, pela primeira vez, a possibilidade de integrar outra formação política caso a sua candidatura não avance.

A empresa israelita BlackCore, suspeita de ter conduzido operações de interferência nas eleições autárquicas francesas realizadas em Março, é também apontada pelas autoridades francesas como estando ligada a actividades de influência digital em Angola, Togo, Escócia e Nova Iorque.

O pré-candidato à liderança do MPLA, António Venâncio, defendeu a necessidade de aprofundar a democracia interna no partido no poder, considerando que o processo de democratização de Angola está directamente ligado à capacidade de renovação e abertura democrática da formação política que governa o país desde a independência.

A empresária angolana Isabel dos Santos voltou a criticar duramente a governação do Presidente João Lourenço e admitiu que poderá apoiar uma mudança de rumo no MPLA, ao mesmo tempo que considerou que uma recente decisão da Justiça portuguesa reforça a sua defesa relativamente à aquisição da Efacec.

O Tribunal Supremo condenou esta terça-feira o juiz José Pereira Lourenço a uma pena de cinco anos de prisão efectiva pelo crime de peculato, encerrando um dos processos judiciais mais mediáticos dos últimos anos envolvendo um magistrado em Angola.

A candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA apresentou um pedido formal de impugnação do processo eleitoral interno do partido, alegando a existência de irregularidades que, segundo os seus representantes, terão sido praticadas pela equipa de campanha do actual líder do partido e Presidente da República, João Lourenço.

Isabel dos Santos afirmou esta quinta-feira que o recente acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa vem confirmar que a aquisição da Efacec não foi financiada com recursos do Estado angolano, rejeitando anos de acusações relacionadas com a operação que envolveu a compra da empresa portuguesa em 2015.

A indefinição em torno da sucessão no MPLA, que para alguns observadores pode representar um factor de instabilidade, continua a revelar-se uma vantagem estratégica para João Lourenço. Ao evitar pronunciar-se sobre o futuro da liderança do partido e do Estado, o Presidente da República mantém o controlo da agenda política e reduz o espaço para movimentações prematuras entre potenciais sucessores.

A Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA reiterou esta segunda-feira que os órgãos, organismos e organizações sociais do partido podem desenvolver normalmente as suas actividades e manifestar apoio ao seu líder em funções, por não existir qualquer impedimento estatutário.

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