A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana disse hoje que “não recebe ordens superiores” e que age “no estrito cumprimento da lei”, referindo que contagem paralela de votos, propalada pela sociedade civil e partidos na oposição, “é ilegal”.
O maior partido da oposição angolana, UNITA, em transmissão de mensagem de segurança no futuro de governação inclusiva e participativa, nesta quarta-feira, 03 de Agosto, alertou a população da Huíla que, Angola, tem sido governada pelo mesmo partido político, mesma mentalidade monolítica, mesmo programa de governação, mesmos actores, mesmo projecto de sociedade e tem tido os mesmos resultados.
Um grupo de cidadãos angolanos vai interpor um processo contra o Presidente da República e quatro meios públicos angolanos por falta de isenção, classificando a comunicação social pública como “instrumento de propaganda política do partido do governo” (MPLA).
A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) desejou ao povo angolano que nas eleições do próximo dia 24 se liberte da ditadura e oligarquia do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e apelou ao boicote no enclave.
Nas sondagens que o MPLA encomendou em 2017, a empresa SENSUS, os resultados davam-lhe vitória na casa dos 30%, mas se a UNITA e CASA-CE se juntassem controlariam o parlamento.
O presidente da UNITA, principal partido da oposição, culpou hoje o MPLA, partido que governa Angola desde 1975 pela pobreza e atraso no desenvolvimento do país, em mais um apelo à alternância.
O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse esta quarta-feira que a conferência de imprensa que o secretário do Bureau Político do MPLA para os assuntos Políticos Eleitorais, João de Almeida de Azevedo Martins "Jú Martins" deu, em que nega a existência de negociações entre dirigentes do partido e a direcção da UNITA sobre a transição política em Angola, alertou a sua organização sobre o que pensa o partido no poder.
Comissão Nacional Eleitoral de Angola considera uma violação da lei o apelo da sociedade civil e da oposição que insta os eleitores a permanecerem nas assembleias de voto após a votação no dia 24 de agosto.
O líder do MPLA apelou hoje, no Dundo, capital da Lunda Norte, aos eleitores para votarem no partido no poder em Angola, para “desmontar aqueles que andam a sonhar com uma vitória que está muito longe de ser deles”.
O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana exortou hoje os partidos concorrentes às eleições de 24 de agosto a “cumprirem rigorosamente a lei”, em relação à forma de comunicar, “evitando levar os eleitores para momentos extremos”.