O "resgate" do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Angola, à partida, "não vai nem resolver nem agravar" a crise económica angolana, mas o "mais certo é que a vá agravar", defendeu hoje o antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco.
O Governo e os partidos da esquerda parlamentar enaltecem o trabalho já feito com seis meses de acordos que viabilizaram o executivo socialista, lançando farpas a PSD e CDS-PP mas reconhecendo que há ainda mais por fazer.
O antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco considerou hoje à agência Lusa que a declaração "mirabolante" do ex-vice-primeiro-ministro português Paulo Portas sobre o risco de "judicialização" das relações luso-angolanas constitui uma vontade de "angolanizar a justiça" portuguesa.
Algum sobressalto devem estar a trazer as negociações com o FMI do empréstimo a Angola, uma vez que José Eduardo dos Santos já fez saber que tem dúvidas sobre tal operação.
O Executivo angolano recuou na medida anunciada pelo Governador de Luanda sobre a obrigação de pagamento da taxa pela recolha do lixo, cujos valores se fixavam entre os 500 e os 150 mil kwanzas.
A Igreja Católica angolana pediu hoje "ponderação" à direção da Rádio Ecclesia e à delegação da União Europeia (UE) em Luanda no diferendo envolvendo as duas instituições, falando mesmo em "aproveitamento político" deste caso.
A crise económica e as febres hemorrágicas que assolam a capital angolana, Luanda, vai criando um novo negócio à porta dos hospitais. Um `balão` de sangue pode custar mais de 150 euros, mas o preço é negociável.
O antigo gestor do Banco Mundial Harinder Kohli avisouque os países exportadores de matérias-primas, entre os quais Angola, Moçambique e Brasil, não podem ser preguiçosos.
O padre Quintino Candange, director da Rádio Ecclesia em Luanda (católica) acusou esta terça-feira (3/05 em entrevista ao Jornal de Angola) a "União Europeia e organizações internacionais de financiarem orgãos de comunicação social no intuito de provocar uma alternância do poder em Angola" a pretexto de financiamento à democracia e cidadania.
O diretor executivo da seção portuguesa da Amnistia Internacional disse hoje que a organização não-governamental admite fazer uma nova ação pelos presos de consciência angolanos tendo em vista a atual situação de Luaty Beirão que considera “preocupante”.