As autoridades financeiras das Ilhas Maurícias anunciaram hoje o congelamento de sete fundos geridos pelo suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais no seguimento de uma reunião do primeiro-ministro com um representante do Governo de Angola.
O Ministério das Finanças de Angola confirmou hoje já ter recuperado os 500 milhões de dólares transferidos para uma conta bancária em Londres, numa operação alegadamente ilícita que envolveu José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente angolano.
As casas de câmbio há mais de quatro meses que deixaram de obter divisas através dos leilões semanais realizados pelo Banco Nacional de Angola (BNA), provocando a paralisação das suas actividades.
O secretário do Bureau Político do MPLA para a Informação, camarada Norberto Garcia, alertou, em Luanda, que os inimigos e adversários do Partido estão a atacá-lo de todas as formas, particularmente no domínio da falsa informação, querendo, assim, perturbar a transição política exemplar, que está a ser levada a cabo em Angola.
O administrador do município do Cazenga, Tany Narciso, reconheceu haver problemas sociais e outros a nível da circunscrição, mas acusa os jovens promotores da manifestação de desconhecerem até onde vai a responsabilidade da administração local, relativamente a algumas obras.
A concorrência entre os movimentos nacionalistas angolanos, antes e depois do início da luta armada, tornou a narrativa sobre a gesta nacionalista global um quebra-cabeças para os estudiosos que queiram olhar com objetividade esta história no seu todo.
O ativista angolano Sedrick de Carvalho afirmou hoje que o Governo de Angola tem estado a "aldrabar" o povo de Cabinda, ao violar todos os acordos já assinados com o enclave para o dotar de autonomia face a Luanda.
O historiador congolês Jean-Michel Mabeko-Tali considerou hoje que a "bicefalia" em Angola entre o presidente angolano, João Lourenço, e o líder do MPLA, José Eduardo dos Santos "pode ser perigosa", havendo "riscos de chantagem política".
Prestes a abandonar o poder, o antigo Presidente angolano terá mandado elaborar um conjunto de decretos que se destinava a manter sob a sua alçada o controlo indireto da política monetária e cambial do país. A ideia, segundo apurou o Expresso junto do Ministério das Finanças de Angola, passava pela aprovação de quatro decretos presidenciais que Eduardo dos Santos deveria assinar na véspera da investidura do seu sucessor. “Era um presente envenenado para João Lourenço, consubstanciado num rude golpe financeiro”, denuncia uma fonte dos serviços de informações conhecedora do dossiê.
O vice-Presidente da República está a perder o tino? Ainda mal deixou de ecoar o processo em que vários jovens eram acusados de atentar contra a vida da figura número dois do Estado angolano, e eis que novamente o seu nome surge num caso de foro judicial. Se por tudo e por nada, Bornito de Sousa larga os cães contra os cidadãos, muitos já se perguntam o que seria se ele fosse, afinal, o Chefe do Estado?