O escritor angolano José Eduardo Agualusa disse que a UNITA tem o direito e o dever de querer ver corrigidos quaisquer erros que tenham acontecido durante as eleições em Angola. Considera também que é do interesse do Presidente João Lourenço que se apure os resultados.
A socialista Ana Gomes criticou hoje a postura dos observadores portugueses convidados pelo governo angolano, dizendo que as declarações de Carlos César e de José Luís Arnaut de que o processo eleitoral foi transparente (Paulo Portas não fez declarações públicas ainda) “não tem a mínima credibilidade”.
O corpo de José Eduardo dos Santos chegou hoje, após hora e meia de cortejo, ao memorial, num cortejo pouco participado, com maior mobilização dos populares junto de Chicala, bairro próximo do local onde se realizam as cerimónias fúnebres.
A Polícia Nacional de Angola alertou hoje que estão interditas algumas avenidas em Luanda, onde irá passar o cortejo fúnebre do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, quando começaram a chegar os convidados oficiais, como o Presidente português.
O ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano elogiou hoje o processo de votação em Angola e encorajou os candidatos a olhar para os resultados "com serenidade" e a reclamarem por vias legais se não estiverem satisfeitos.
O partido liderado por Bela Malaquias defende a divulgação do número de eleitores que realmente votaram e o número de mesas constituídas e escrutinadas em cada província: a "CNE deve fornecer informação clara e credível aos cidadãos"
O veterano jornalista angolano, José Neto Alves Fernandes, observa que o momento actual é por demais sensível, delicado, mas afigura-se incontornável porque é irreversível, pois, todo mundo escolhe cautelosamente as palavras antes de as proferir, antes de digitar no computador ou no inseparável telemóvel.
A investigadora Ana Lúcia Sá, do ISCTE-IUL, disse hoje à Lusa que apesar do forte crescimento eleitoral da UNITA, que averbou uma vitória incontestada em Luanda, o Presidente João Lourenço não precisa de dialogar politicamente com a oposição.
O antigo primeiro-ministro Marcolino Moco, que declarou o seu apoio à UNITA nas eleições de 24 de Agosto, disse que a "derrota copiosa" e aceite pelo "sistema em Luanda não se deve à "coitada" da Covid-19 ou ao desempenho de alguns dos dirigentes do MPLA, mas sim ao excessivo centralismo da capital.
O porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola reafirmou hoje a intenção do partido em avançar com a criação de autarquias no próximo mandato, num momento em que a oposição ganhou a província de Luanda nas eleições gerais.