O presidente do MPLA foi à sede do partido, em Luanda, dizer que tem toda a legitimidade para governar nos próximos cinco anos, que o mau resultado em Luanda não tem importância porque não eram eleições locais e que a oposição pode, como a lei prevê, recorrer dos resultados.
Ativistas da Sociedade Civil Contestatária angolana denunciaram perseguições e detenções arbitrária no período pós-eleitoral, lamentando terem sido impedidos de realizar uma conferência de imprensa, em Luanda, que estava prevista para esta manhã.
O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) venceu as eleições em Angola com 51% dos votos contra 44% da UNITA, segundo os resultados definitivos hoje anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
O militante veterano do MPLA, Engenheiro Civil, António Venâncio afirmou esta segunda-feira, 29 de agosto que está psicologicamente preparado para assumir uma derrota eleitoral do seu partido.
A Frente para a Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) reivindicou hoje a morte de 18 soldados das Forças Armadas Angolanas (FAA) em várias operações esta madrugada na área de Necuto, em Cabinda.
O antigo primeiro-ministro Durão Barroso considera que as últimas eleições em Angola foram um grande momento para democracia. Não querendo comentar os resultados provisórios, que apontam para uma vitória do MPLA, mas com contestação da UNITA, Durão Barroso espera que as divergências sejam ultrapassadas e que Angola se dedique ao desenvolvimento.
Tendo em conta a situação social e económica, Marques Mendes considera que "Angola precisa de um governo de unidade nacional", que junte o MPLA, o UNITA e cidadãos independentes
O embaixador espanhol em Angola, Manuel Lejarreta, elogiou a empresa espanhola Indra, responsável pela logística do processo eleitoral angolano e contestada pelo principal partido da oposição, pelo seu desempenho e “eficaz organização”.
O deputado Porfírio Silva (PS), que integrou a missão de observação da CPLP às eleições de 24 de agosto em Angola, apelou hoje aos angolanos para “que façam um esforço para esclarecer tudo, todas as dúvidas que existem”.
O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, lamentou os “excessos partidários” nas cerimónias fúnebres do ex-presidente José Eduardo dos Santos e considerou que este é um dos desafios que Angola tem pela frente.