Sexta, 23 de Janeiro de 2026
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Sexta, 23 Janeiro 2026 21:33

João Lourenço critica “contexto de autêntica humilhação” vivido pelas Nações Unidas

O Presidente angolano criticou hoje o “retrocesso assustador” mundial nas conquistas democráticas já alcançadas, com as Nações Unidas a viverem “num contexto de autêntica humilhação, sem capacidade de exercer o papel que lhe cabe”.

“Este esvaziar intencional das responsabilidades das Nações Unidas está a dar lugar à desordem internacional e à sobreposição da força da lei pela lei da força”, disse João Lourenço, que discursava na cerimónia de cumprimentos de ano novo apresentada pelo corpo diplomático acreditado em Angola.

O chefe de Estado angolano considerou que “o posicionamento assente na ideia de dois pesos, duas medidas, não favorece a abordagem imparcial dos grandes problemas políticos com que o mundo se debate na atualidade”.

“Devemos estar todos alinhados quanto à importância fundamental do multilateralismo, como a única forma de contribuir para a restauração da ordem mundial, impedir a reconfiguração geopolítica e económica e do mundo em benefício apenas das superpotências”, afirmou.

João Lourenço reiterou a importância do papel central das Nações Unidas enquanto garante da paz, da estabilidade e da segurança internacionais, bem como de outros espaços indispensáveis de concertação, diálogo político de ação coletiva, “que se impõem cada vez mais para se impedir a redefinição de fronteiras na Europa, em África, no Médio Oriente e no Caribe, onde se assiste ao perigo iminente da balcanização de vários países”.

“As Nações Unidas não podem ser sequestradas pela ação unilateral de potências mundiais, por sinal membros permanentes do seu Conselho de Segurança”, sublinhou.

João Lourenço frisou ainda que, em 2025, Angola centrou a sua ação diplomática na intensificação das relações com os seus parceiros, para a construção de uma base de confiança cada vez mais sólida e credível.

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