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Segunda, 03 Abril 2023 20:18

Reflexão sobre a greve de 4 de janeiro de 2023 na ENNA-E.P

A ENNA-E.P Empesa Nacional de Nacional de Navegação Aérea, criada por via do decreto Presidencial de Julho/2019 o numero 206, resultado da cisão da ENANA.

Os atuais gestores da empresa, foram na sua maioria Directores na ENANA, por um lado esperava-se muito deles, mas também havia alguns cépticos que já os conhecia bem e tinha duvidas de que a empresa seria levada a bom porto.

Por causa da sua postura, de desvalorização do Capital Humano e após alguma tentativa por parte do Sindicato (SNITAA), para negociar, foram prepotentes e arrogantes, até mesmo menosprezando o sentimento dos trabalhadores.

O protagonista pelo Conselho de Administração da ENNA, foi o Administrador p/Navegação Aérea José Agostinho Gonçalves, que em vez de ajudar o PCA e o Ministro Ricardo de Abreu assegurou que estava controlado e a greve outrora anunciada no dia 28 de Dezembro de 2022 não sairia.

Após negociações falhadas, o Sindicato manteve a sua posição e no dia 03, a ENNA preparou o plano de contingência com muitas falhas, no dia 04 pelas 06h30, iniciou a concentração dos funcionários, mesmo sob pressão mantiveram a sua posição, em menos de três horas a pressão estava sobre o Conselho de Administração da ENNA.

O Presidente João Lourenço, desde o dia 31 de Dezembro estava no Brasil e regressaria no dia 04, acabou antecipando o regresso para as 22h00 do dia 03, situação embaraçosa.

O PCA da ENNA Manuel Agostinho Filipe Junior, informou que a greve não afectou os serviços, o que não foi verdade, pois algumas aeronaves não podiam levantar vôo e outras não podiam aterrar e muitos serviços estavam condicionados.

Por orientação do Sr.Misistro Ricardo de Abreu, a greve foi levantada, mas o processo não terminou, porque ainda há assuntos de grande importância pendentes.

O prazo para a resolução, desfecho, fim das negociações e a implementação é o mês de Abril, pelo que esperemos que os nossos Membros do Conselho de Administração tenham aprendido a lição, que não se repita o episodio do dia 04 de janeiro, já lá se vão 3 meses, tempo suficiente que tiveram para se organizar e aprender com os erros.

Angola não pode ficar estampada na capa dos jornais pelas péssimas razões, principalmente em matéria de aviação, juma vez que estamos a falar do novo aeroporto e a transformação cultural.

Esperemos que os Gestores da ENNA nomeadamente:

PCA-Manuel Agostinho Filipe Júnior;

Administradores Júlio Cesar de Oliveira Furtado, José Agostinho Gonçalves, António Borges Pereira e Bernarda de paiva Henriques, não pensem só no seu umbigo, aprendam da lição do dia 04 de Janeiro de 2023.

Devem aprender, que na empresa não pode haver filhos e enteados, todos juntos levamos a empresa para um vôo seguro.

Voltamos com mais conselhos uteis.

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