Terça, 30 de Mai de 2023
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Sábado, 18 Março 2023 21:57

Delegação de mecanismo ‘ad hoc’ iniciou visita às áreas de acantonamento do M23

Uma delegação de mecanismo ‘ad hoc’ está a visitar as áreas de acantonamento do M23 para confirmar a existência de condições, informou o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República de Angola.

Francisco Furtado, que falava à imprensa no final da visita de trabalho de algumas horas que o Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tchisekedi Tshilombo, realizou hoje a Angola, onde foi recebido pelo homólogo angolano, João Lourenço, considerou o encontro “bastante positivo”.

“Hoje mesmo está uma delegação de mecanismo ‘ad hoc’, integrando também oficiais do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, a fazerem visita às áreas previstas para confirmarem a existência de condições”, disse Francisco Furtado.

O governante angolano adiantou ainda que, no início da próxima semana, deverão ter o relatório desse mecanismo, para a previsão de uma data exata do início do engajamento do contingente militar angolano na missão de paz da região leste da RDC.

Segundo Francisco Furtado, o encontro entre os dois governantes “resultou nos acertos relativamente à confirmação pela RDC do seu engajamento na criação de condições para as áreas de aquartelamento”.

“Para permitir que, de facto, num prazo razoavelmente positivo, possamos estar em condições de dar continuidade ao processo do engajamento do mecanismo ‘ad hoc’ e também da movimentação do contingente para a RDC”, sublinhou Francisco Furtado, assinalando que as tropas apenas poderão ser movimentadas “quando houver garantias de que as condições estão criadas nas áreas de acantonamento”.

Ainda de acordo com ministro, continua a ser preocupação do Governo da RDC a necessidade de haver um engajamento de todas as partes.

“Da parte do Governo da RDC, da parte do Governo do Ruanda e da parte do M23, no tocante ao cumprimento da cessação das hostilidades”, disse, afirmando que “na prática, há uma paragem de hostilidades no terreno, mas que deve ser total, evitando movimentos até de forças de um lado para o outro, até que não haja ações combativas”.

As áreas de aquartelamento, segundo Francisco Furtado, estão inicialmente definidas nos contactos mantidos com a direção do Governo congolês, bem como com a direção do M23, estando previstas duas áreas que poderão ser subdivididas em áreas de acantonamento para os militares e áreas de acolhimento para as populações civis, nomeadamente os familiares dos militares do M23 e outros cidadãos civis que os acompanhem.

Sobre o envio do continente militar angolano para o asseguramento das zonas de aquartelamento do M23, Francisco Furtado reforçou que “enquanto não houver condições garantidas de acolhimento dos militares do M23 nas áreas de acantonamento”, deverão aguardar confirmação.

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