Dezasseis dias depois, os moradores de quatro edifícios no bairro do Cassenda, distrito urbano da Maianga, município de Luanda, suspiram de alívio com levantamento da cerca sanitária.
A pandemia do novo coronavírus que assola o país, com a província de Luanda a ser o único território de Angola até ao momento a registar mais de 50 casos positivos, dos quais três resultaram em mortes, arrasta consigo problemas que tornam muitos homens e mulheres, amputados dos seus poderes de compra, vendas, trocas, trabalho, decisões, coordenação e outros, deixando os cidadãos vulneráveis ao sentido do ventilador devido às medidas impostas pelo”Estado de Emergência”.
Refugiados relatam aumento de ameaças e agressões xenofóbicas no bairro. Ataque a faca foi motivado por discussão sobre o pagamento do auxílio-emergencial federal a imigrantes, segundo testemunhas.
INVESTIGAÇÃO: Como a elite angolana criou uma rede privada de bancos para transferir as suas fortunas para a União Europeia
Angola registou, nas últimas 24 horas, mais dois casos positivos de transmissão local, sendo um cidadão da Guiné Conacry, de 29 anos, e outro angolano, de 40 anos, contactos do caso 31, informou hoje, terça-feira, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.
As organizações da sociedade civil Friends of Angola (FoA), a Plataforma Cazenga em Acção (Placa), Laulenu e o Projecto Mudar Viana (PMV) repudiaram hoje o processo contra o jornalista angolano Amando Chicoca, considerando tratar-se de um ataque à liberdade de imprensa.
A morte de um cidadão de 82 anos, num dos centros de tratamento da pandemia da Covid-19 em Luanda, nas últimas 24 horas, pode indiciar o primeiro caso de transmissão comunitária, admitiu ontem o secretário de Estado para a Saúde Pública.