A polícia angolana disse hoje que usou força moderada, meios não letais, para dispersar manifestantes, do partido UNITA, que, no sábado, se juntaram na província do Uíje para realizarem um ato político, não havendo danos humanos graves.
O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) condenou hoje, em Luanda, os acontecimentos no Uije, referindo-se à intervenção da polícia junto à sede da UNITA, manifestando preocupação com a intolerância política no país.
Analistas angolanos consideraram reprovável a intervenção violenta da polícia junto à sede da UNITA, sábado, na província do Uije, ato que, disseram em declarações à Lusa, põe em causa a cultura democrática que o país vem a consolidar.
O PRA JA Servir Angola manifestou hoje “total solidariedade” à UNITA e considerou preocupante a atuação da polícia no Uíge, que no sábado impediu um comício do maior partido da oposição em homenagem ao fundador Jonas Savimbi.
Pelo menos 31 pessoas ficaram feridas, dez com gravidade, na sequência da intervenção da polícia junto à sede da UNITA no Uíge, no sábado, disse hoje à Lusa o secretário-geral da JURA, organização juvenil do partido, Nelito Ekuikui.