Na publicação, Higino Carneiro sublinhou que a decisão surge na sequência da convocação do congresso, considerando ser seu “dever” dirigir-se aos membros do partido para reiterar, “com sentido de responsabilidade e compromisso”, a intenção de avançar para a liderança do MPLA, assim que estejam reunidas as condições formais necessárias.
O general dirigiu-se particularmente à base militante, destacando o papel fundamental que esta desempenha na sustentação do partido, e apelou à subscrição da sua candidatura. Segundo afirmou, o projecto que apresenta não assenta numa ambição individual, mas sim num “compromisso colectivo com o futuro do MPLA e de Angola”.
Entre as principais linhas programáticas, Higino Carneiro defende o aprofundamento da democracia interna, a modernização do partido face às exigências contemporâneas e o reforço da ligação entre o MPLA e a sociedade civil angolana. Propõe ainda a valorização do militante de base, a promoção da unidade interna — tanto no país como na diáspora — e a preparação da organização para as eleições gerais de 2027, com “confiança e organização”.
No mesmo texto, o candidato apelou a que o processo interno decorra de forma “exemplar, transparente e credível”, sublinhando a importância de um congresso que fortaleça a coesão partidária e prepare o MPLA para os desafios futuros.
Higino Carneiro insistiu também na necessidade de respeito mútuo entre os militantes ao longo do processo, alertando para os riscos de divisões internas e práticas que possam fragilizar o partido. “Qualquer que seja o camarada eleito Presidente do MPLA, precisará da união, da participação e do contributo de todos”, escreveu.
A concluir, deixou uma mensagem de unidade e esperança, defendendo uma liderança agregadora: “Somos todos poucos perante os desafios actuais e futuros. Eu quero somar, não quero dividir. Quero inspirar esperança — porque Angola precisa, mais do que nunca, de acreditar num futuro melhor.”

