O Executivo angolano está a empreender um “grande esforço” para superar algumas dificuldades resultantes da exposição da economia a choques externos, agravada pelas consequências da pandemia da COVID-19 que afectou seriamente as condições de vida da população, afirmou esta segunda-feira, em Luanda, o Presidente da República, João Lourenço.
Dos 90 deputados à Assembleia Nacional pela UNITA, apenas 86 assinaram a proposta que pretende a destituição de João Lourenço do cargo de Presidente da República, lançada oficialmente na quarta-feira, 16. Os quatro ausentes - Paulo Faria, Jorge Martins da Cruz, que entrou na lista da UNITA pelo PRAJA-Servir Angola, Manuel Domingos da Fonseca, e Francisco Viana, ex-militante do MPLA, "irão assinar a qualquer momento porque o processo ainda não seguiu para o Parlamento".
O Presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), João Lourenço, comprometeu-se nesta quinta-feira, em Luanda, em mobilizar recursos para investir em infra-estruturas, estradas, caminhos-de-ferro, portos e aeroportos, com investimentos nos sectores da água e energia.
A proposta parlamentar de destituir o presidente da República continua a fazer subir a tom entre a UNITA e o MPLA, os maiores partidos angolanos.
O Presidente da UNITA, maior partido da oposição angolana, defendeu hoje a necessidade de a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) institucionalizar um parlamento regional para uma integração efetiva.
O secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Elias Mpedi Magosi, defendeu hoje que a região "não pode continuar" a perder os benefícios dos recursos naturais, exportando matérias-primas para depois importar produtos transformados.
Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) realizam hoje em Luanda uma cimeira ordinária, que marca o início da presidência rotativa de um ano de Angola, focada na industrialização.