Álvaro Sobrinho, arguido no processo BESA, contesta a validade por apenas 90 dias do visto concedido para comparecer em Portugal ao julgamento que tem sessões agendadas até ao final do ano e requereu o acompanhamento por videoconferência.
O ex-banqueiro Ricardo Salgado foi dispensado pelo tribunal de comparecer às sessões do julgamento do caso BES Angola (BESA), devido “às específicas limitações físicas e psíquicas” reconhecidas a Salgado pela doença de Alzheimer.
PGR diz que é público que Álvaro Sobrinho não tinha a nacionalidade portuguesa e quer verificar se o banqueiro apresentou-se como português perante a Justiça. Requerimento ainda está em análise.
Juristas angolanos apontam dois cenários possíveis para o desfecho do processo-crime que em Portugal envolve o empresário angolano Álvaro Sobrinho: ser julgado em Angola por tribunais nacionais competentes ou a justiça portuguesa tratar do seu julgamento e eventual condenação à revelia.
O antigo presidente do BES Angola não tem nacionalidade portuguesa há 40 anos, mas continuou a usar os documentos portugueses até este ano. Há três meses que está em Angola, país que pode agora recusar extraditá-lo.