Dirigentes da oposição angolana defenderam hoje partidos fortalecidos e admitiram unir forças para disputar a alternância política nas eleições gerais de 2027, face aos 50 anos de governação do MPLA.
O Presidente da República, João Lourenço, concedeu, esta sexta-feira, indulto à pena de prisão aplicada a 297 cidadãos nacionais, no quadro dos 50 anos de Independência Nacional assinalados no dia 11 deste mês.
O dirigente do MPLA, Mário Pinto de Andrade afirmou hoje que ninguén está impedido de se candidatar à liderança do partido, sublinhando que não existem obstáculos à apresentação de candidaturas, desde que cumpram os requisitos estatutários.
O líder do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, foi hoje recebido em audiência pelo Presidente da República, João Lourenço, para um primeiro encontro oficial, decorrido um ano da legalização deste partido político.
A menos de dois anos das eleições gerais previstas para 2027, Angola, que conta atualmente com 14 partidos legalizados, tem 22 projetos politicos em fase de apreciação no Tribunal Constitucional (TC), que poderão, se aprovados, concorrer.
A arquitectura político-institucional de substituição presidencial possibilita a manipulação do número de mandatos. Portanto, esta é, ainda, uma questão a resolver em Angola, numa futura revisão constitucional.
A filha do ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma demitiu-se do parlamento após acusações de recrutamento de sul-africanos para combaterem pela Rússia na Ucrânia, anunciou hoje o diretor do partido MK.
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, considerou hoje uma "combinação" o golpe de Estado protagonizado na Guiné-Bissau por militares que depuseram o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.
Rafael Savimbi, que disputa a liderança da UNITA (oposição em Angola) contra o recandidato Adalberto Júnior, declarou-se hoje confiante na vitória, no início do Congresso onde mais de 1.200 delegados irão escolher o novo presidente do partido.
O presidente cessante da UNITA e candidato à sua própria sucessão Adalberto Costa Júnior disse esta sexta-feira que existe uma campanha levada a cabo por "algumas forças políticas do país" para silenciar o principal partido da oposição, motivada pelo seu "protagonismo político nos últimos quatro anos".