Sábado, 31 de Julho de 2021
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Quinta, 03 Junho 2021 16:24

Irmão de Salupeto Pena louva gesto contínuo de João Lourenço para a sua família

O brigadeiro Kamy Pena, disse que o pedido de perdão do Presidente da República, às familias de vítimas vai contribuir para reconciliação efectiva no país.

O Irmão mais novo de Salupeto Pena, afirmou em entrevista que o pedido de perdão do Presidente da República, João Lourenço, às vítimas dos vários conflitos em Angola, vai contribuir para a reconciliação efectiva entre os angolanos.

Esteves Betatela Isaac Pena, irmão mais novo de Salupeto Pena e do General Ben Ben, ambos já falecidos, fez tais pronunciamentos numa entrevista à RNA, sobre o discurso e a decisão do Presidente da República, em proporcionar um enterro condigno às vítimas dos conflitos em Angola.

Em declarações, o também brigadeiro, mais conhecido por Kamy, disse que não é a primeira vez que o presidente da República, João Lourenço faz um gesto de benevolência para/ com a sua família, tendo em primeira instância se referido do irmão mais velho, general Ben Ben, falecido na República sul-africana.

Ainda em declarações, disse que acto contínuo, foi o proporcionar um enterro condigno ao antigo presidente e fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, cujos restos mortais foram sepultados em Lopitanga, sua terra natal, em 2019.

Para o Brigadeiro Kamy, o gesto do Presidente João Lourenço é um bom princípio para o processo de reconciliação sustentável entre os angolanos.

Por outra, apelou a que este tipo de atitude deve se reflectir à todas franjas sociais e não parar somente na Presidência da República, uma vez que este gesto poderá efectivamente acabar com o clima de suspeição que persiste entre os angolanos.

"Devemos entender sempre, que as divergências entre os homens não podem exceder o antagonismo até ao ponto de tocar no bem maior que é a vida", exortou Brigadeiro Kamy.

Na intervenção do dia 26 de Maio último, João Lourenço, que falava à margem do dia 27 de Maio de 1977, 44 anos depois, anunciou a entrega, às respectivas famílias, das ossadas de alguns membros da UNITA mortos em 1992, entre os quais Elias Salupeto Pena.

De acordo com o antigo guarda-costas de Jonas Savimbi, Esteves Pena, não é a primeira vez que sente do Presidente da República, João Lourenço, um acto de nobreza em relação aos membros da sua família.

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