Sábado, 16 de Outubro de 2021
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Não tenho nada contra as visitas privadas dos estadistas, mas quando começam a ser um pouco "demais", já se tornam estranhas.

Houve uma altura que, pelo menos uma vez por ano, o presidente Eduardo dos Santos fazia uma vista privada ao Brasil, segundo se constava, para estudos físicos, ou seja, de saúde; plenamente naturais.

Existe uma preocupação latente entre os portugueses. Até onde nos levam as atitudes irresponsáveis de quem tem a obrigação de defender o cidadão comum. Não, neste caso não me estou a referir ao Governo. Seria de bom grado, creiam, que opinaria. É um lugar comum dizer que é muito fraco.

Para que qualquer analista, ou observador atento, quer seja político, desportista, cultural, etc, possa fazer, uma análise, verdadeira de qualquer índole, tal analista, deve dispor de, determinados dados concretos, quer sejam negativos ou positivos para o efeito.

As elites portuguesas ignorantes e corruptas continuam no registo que  sempre usaram contra os Angolanos. Para eles, Angola é um país de corruptos, analfabetos e ladrões. O verbo utilizado vai do suave ao grosseiro. Das falinhas mansas aos gritos de ódio. Das palmadinhas nas costas à punhalada brutal e assumida.

Angola não é uma economia típica, por ser uma economia totalmente dependente da  produção de hidrocarbonetos, o que acarreta um conjunto de consequências, entre as quais a Doença Holandesa (The Dutch Disease) que é um termo que foi baptizado pela revista Britânica The Economist em 1977 ao verificar um aumento exponencial das importações na Holanda em função da excessiva apreciação do Florin (a antiga moeda Holandesa) pela produção de gás natural no mar do Norte.

A corrupção em Angola continuará a ganhar batalhas e a ter êxitos,    enquanto o nosso medo de cidadão existir e estar fundamentado  no equivoco de que  protestar  contra o governo é um instrumento que atiça o conflito entre o poder governamental e a oposição, ou os partidos que tradicionalmente se opuseram ao MPLA.

Terça, 05 Novembro 2013 18:08

Portugal e Angola foram sacaneados

Os editoriais do Jornal de Angola a desancar Portugal são insuportáveis. A forma é gongórica, o tom arrogante, a visão distorcida, a sabujice evidente, a parolice risível. Aquilo lembra a escola do pós-guerra do Diário da Manhã, num exercício de jornalismo falsamente legitimado pelos interesses da Pátria e interpretado por uma moral política inspirada em Salazar. Isto quer dizer que Portugal se tem portado bem com Angola? Não.

Terça, 05 Novembro 2013 16:08

Como pinta o caso Kangamba na Cidade Alta?

O silencio absoluto, do ditador José Eduardo dos Santos-MPLA, sobre o actual tema candente em Angola, referente ao Sobrinho do ditador, acusado no Brasil, de trafico de prostitutas drogas etc. pode levar as seguintes cogitações imediatas:

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