6º congresso do MPLA foi o epílogo da maior batalha palaciana já ocorrida na historiografia política recente de Angola
Dr António Agostinho Neto sentiu o primeiro sintoma de bom augúrio para o futuro de Angola, tendo projectado uma fuga de Portugal à Angola, depois de ter sido vítima de perseguições e prisões pela PIDE, organismo português que era o viveiro da repreensão de nacionalistas e perseguição destes.
Decididamente, o MPLA entra amanhã numa nova era. A maior formação política angolana realiza sábado o seu VI Congresso Extraordinário para consagrar a transição na sua liderança, com José Eduardo dos Santos a passar o testemunho a João Lourenço.
Útil entre aspas sim, porque não quero acreditar que um tipo destes com este pronunciamento de que maneira poder servir aos interesses do JLO/MPLA nos tempos que correm.
Por Fernando Vumby
José Eduardo dos Santos, que passa no sábado a presidência do MPLA a João Lourenço, como já o havia feito em relação à do país, é um homem, com defeitos e virtudes, como qualquer ser humano.
O presente artigo tem como objectivo chamar a atenção para a questão da violência doméstica em Angola, bem como para a necessidade e relevância de se realizar um estudo com o propósito de entender os fenómenos que ocasionam essa violência. O interesse pelo tema nasceu a partir das dúvidas surgidas com os altos índices de violência doméstica que se vêm registando a cada dia.
Quando se fala de África, as primeiras ilações que vêm à mente das pessoas são de um continente pobre apesar da abundância em recursos naturais, com latentes conflitos armados causados pela ganância pelo poder e dirigido por indivíduos corruptos e egoístas que só pensam em enriquecer seus bolsos enquanto a maioria da população morre a fome. E se o objetivo for falar de África antes da colonização, para muitos, África era um território habitado por selvagens que nada tinham de intelectualidade ou mesmo de cultura.
De 1975 até antes dos acordos de Bicesse, em Angola vigorou o sistema de monopartidarismo. O Monopartidarismo é um sistema partidário que só admite a presença de um único partido político num Estado. Neste sistema partidário o regime político que vigora é o totalitário, Pois num regime político totalitário o partido se confunde com o Estado. Não há uma limitação de onde começa e acaba a acção do partido. Quer dizer, nesse período tínhamos um partido-Estado. Mas mesmo após a implementação do sistema multipartidário no país, e após os acordos de Luena. Havia uma realidade fruto do sistema monopartidário que vigorou no passado no país, que continuava a persistir.