O Estado de Emergência visa fazer frente à pandemia do novo coronavírus e parece-nos uma decisão bastante acertada, tendo, por isso, merecido o apoio de todos os partidos políticos representados na Assembleia Nacional e dos membros do Conselho da República.
Inicialmente como medida preventiva efectiva o governo angolano deveria proceder testes a todos os cidadãos e a todos os estrangeiros residentes no País, apesar dos números já avançados pelo Ministério da Saúde (14 casos) positivos com covid-19.
Do que os mil discursos e analises ilusórias e demagogas de alguns vagabundos escravos da vida política dúbia angolana.
Se a educação angolana está em crise, é porque a cultura ficou esquecida. Prescindindo o tempo que corre do valor da cultura pela cultura, apenas pensando no agora e no imediatismo.
O risco de contágio do Covid-19 é enorme porque o acesso à água potável é deficitário. De acordo com dados de ONGs internacionais e da ONU, dos quase 30 milhões de cidadãos residentes no país, cerca 60 % não tem acesso ao serviço básico de água potável, razão pela qual muitas dessas pessoas terão de escolher entre beber e lavar as mãos.
Se fóssemos mesmo rigorosos, o ministro do Interior Eugénio Laborinho já não seria ministro nesta altura, uma vez que a Defesa e Segurança do país, onde o ministro do Interior está incluído, chumbou no teste da Covid-19, permitindo que entrasse no país o coronavírus, que já matou dois angolanos.
O País tem 30 milhões de habitantes, mais de 90% da população vive na pobreza e na miséria, com que moralidade o governo vem a público pedir dinheiro num povo sofredor?
A luta entre as medidas de biossegurança impostas pela OMS e as medidas de biosseguranças adoptadas pelo corpo clínico de cada País na Europa, parece não perder a voz. A verdade é que a arma biológica mais letal que a humanidade já sentiu o seu rumor não tem piedade de ninguém, as suas vítimas são meios que contribuem para espalhar a sua raiva até aos confins da terra.