Jornalista Luis Carlos
Licenciado em Jornalismo e Ciências Sociais é Administrador do site Angola 24 Horas
A candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA transformou-se num dos mais delicados processos internos do partido no poder. A intervenção do Tribunal Constitucional abriu uma nova frente de disputa e trouxe para o debate questões sobre transparência, independência judicial, disciplina partidária e sucessão política.
Analistas angolanos consideraram reprovável a intervenção violenta da polícia junto à sede da UNITA, sábado, na província do Uije, ato que, disseram em declarações à Lusa, põe em causa a cultura democrática que o país vem a consolidar.
O dirigente do MPLA, que disputa a liderança do partido, deverá comparecer no Tribunal Supremo na próxima quarta-feira, 12, no âmbito do processo em que é investigado por alegado desvio de fundos públicos durante o período em que exerceu funções como governador do Cuando Cubango.
A candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA expôs novas tensões internas no partido e recolocou no centro do debate questões como a democratização interna, a sucessão política e a relação entre poder político e Justiça em Angola. Em entrevista ao programa semanal de jornalismo da Deutsche Welle (DW), “Radar”, o jornalista Evaristo Mulaza analisou os possíveis impactos da disputa.