A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) continua à espera de uma decisão da Justiça angolana sobre a acção movida pelo Novo Banco, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Banco Comercial Português (BCP), que reclamam cerca de 27,7 milhões de euros ao abrigo das garantias prestadas pela empresa pública no financiamento da aquisição da Efacec.
A empresária angolana Isabel dos Santos voltou a criticar duramente a governação do Presidente João Lourenço e admitiu que poderá apoiar uma mudança de rumo no MPLA, ao mesmo tempo que considerou que uma recente decisão da Justiça portuguesa reforça a sua defesa relativamente à aquisição da Efacec.
A empresária Isabel dos Santos manifestou-se hoje "dececionada" com a governação do Presidente angolano, João Lourenço, disse que o país "está a navegar sem rumo" com pobreza e desemprego e espera por melhor gestão do país após 2027.
Isabel dos Santos afirmou esta quinta-feira que o recente acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa vem confirmar que a aquisição da Efacec não foi financiada com recursos do Estado angolano, rejeitando anos de acusações relacionadas com a operação que envolveu a compra da empresa portuguesa em 2015.
O Novo Banco e o BCP continuam sem conseguir recuperar uma dívida de cerca de 17,4 milhões de euros reclamada a Isabel dos Santos, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) ter confirmado que a empresária angolana não possui bens penhoráveis identificados em Portugal que permitam satisfazer os créditos em causa.