É com muita pena e tristeza que vejo tantos marginais, mesmo nas vestes de políticos, deputados, advogados, jornalistas e outros a não aproveitarem.
Todas as reacções em torno do regresso ao país do segundo Presidente da História de Angola, José Eduardo dos Santos, desde as mais sensatas, envolvendo interrogações sobre o papel político ou não que desenvolveria no país, às mais disparatadas, sobre um suposto embaraço ao partido no poder, justificam-se, na sua maioria, por uma simples e compreensível razão: nós nunca tivemos uma situação de, ao mesmo tempo, termos um Presidente em funções e um ex-Presidente vivo.
Tanto nos círculos do MPLA, como nos da UNITA, recusa-se categoricamente a ideia de que os dois maiores partidos do país têm semelhanças, nos seus processos de crescimento, atitudes e acções muito mais semelhantes do que diferentes.
Houve um homem chamado Galileu Galilei, dedicado ao estudo, a horas encerrado, tirando as conclusões da sua observação, que descobriu que a terra não estava no centro do universo, se movia e, portanto, era o sol que ocupava o centro e entorno ao qual os planetas giravam. Esse descobrimento enfrentou a verdade institucionalizada, o Vaticano, a Igreja, as crenças populares do momento e a insistência em manter o que ela havia descoberto, lhe custou ir ao julgamento.
É chocante a constatação de cenas de assaltos em Luanda protagonizadas a qualquer hora do dia com uma desinibição indecifrável só vista em filmes de Hollywood. Factos reais antes vistos apenas em cenas de ficção.