Tudo indica com pompa e circunstância, glamour, hino nacional, tapete vermelho, quem sabe até mesmo com fogo de artifício e bandeira nacional içada? E as perguntas que ficam no ar, quem as vai responder?
“A desobediência é aos olhos de qualquer estudioso da História, a virtude original do homem. É através da desobediência que se faz o progresso, através da desobediência e da rebelião.” – Oscar Wilde.
O mundo foi uma vez mais surpreendido por uma violenta sublevação popular pós-eleitoral contra instituições democráticas do estado, desta vez o facto deu-se na República Federativa do Brasil, um ano após a ocorrência de um fenómeno semelhante nos Estados Unidos da América no decurso de uma fracturante vitória eleitoral favorável ao actual chefe de estado norte americano, Joe Biden. Trata-se do surgimento de um fenómeno político novo e sem precedentes na história destas duas democracias, uma das quais classificada como democracia plena, com registo de alternâncias regulares do poder político, apesar de serem coroadas pelo bipartidarismo.
A acção deletéria do general Furtado na Casa de Segurança do Presidente da República culminou, agora no Brasil, com um episódio que cobre de vergonha todos os angolanos.
A política constrói-se de narrativas funcionais, que estabelecem entre si, os fundamentos de uma boa governação. Três são os indicadores para o êxito de uma boa governação. São eles os seguintes: 1- CREDIBILIDADE, 2- PREVISIBILIDADE e 3- ESTABILIDADE. Não se trata aqui de simples chavões corporativos inoperáveis.