O atraso no apuramento dos resultados das eleições da semana passada em Moçambique está a preocupar a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (UE), para a qual a falta de explicações “deteriora o que tinha sido um início ordeiro da jornada eleitoral”.
Reclamar uma repetição das últimas eleições gerais ou promover a formação de um governo de unidade em Moçambique são cenários equacionados pela Renamo, que se diz agora apostada num processo de diálogo com “os irmãos do Governo”. O que o maior partido da oposição moçambicana parece excluir nesta altura é um retorno à violência. À posição assumida este sábado por Afonso Dhlakama a Frelimo reage com cautela: haverá resposta quando houver convite.
A Renamo denunciou hoje que o apuramento dos votos foi interrompido em Nicoadala, na província da Zambézia, centro de Moçambique, após um alegado erro informático alterar a ordem dos candidatos, dando vantagem a Filipe Nyusi, da Frelimo.