Quarta, 14 de Janeiro de 2026
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Ministro angolano das Finanças foi à China para enquadrar projetos de 2 mil milhões de dólares

Há pouco mais de ano e meio, o dinheiro do petróleo ainda dava para Angola comprar (quase) tudo. Os dirigentes do MPLA, o partido no Governo, chegaram mesmo a sonhar construir, em Luanda, uma nova cidade do Dubai em África.

A injeção semanal de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) na banca comercial desceu 20 por cento, para 254,9 milhões de euros, sobretudo para importar alimentos, mas também pagar bolsas de universitários no exterior e para a Sonangol.

A transportadora aérea estatal angolana TAAG admitiu hoje que enfrenta "sérias dificuldades" para cumprir as "obrigações contratuais" com fornecedores e credores, devido à conjuntura em Angola, nomeadamente a falta de divisas.

As projecções para 2020 inseridas no Relatório Económico de Angola referente ao ano de 2015, publicado pelo Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC), da Universidade Católica de Angola (UCAN), não apontam para a melhoria das condições de vida.

A compra de viagens aéreas para Luanda com início fora de Angola, em moeda nacional, o kwanza, deixou de ser possível a partir de hoje, com a suspensão dessas vendas por parte da companhia de bandeira angolana TAAG.

A Emirates está a reduzir o número de voos em várias rotas, incluindo Dubai - Luanda, que passa de sete para cinco voos por semana, segundo uma informação aos sistemas globais de reservas a que o PressTUR teve acesso.

Os números dizem respeito ao primeiro trimestre de 2016 e foram penalizados pela menor arrecadação de receita fiscal - que representou apenas 10% do total do ano - devido à queda do preço do petróleo.

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