O Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou hoje já ter liquidado a última prestação da operação de recompra dos kwanzas, equivalente a mais de 270 milhões de euros, que em 2015 ficaram depositados na instituição congénere da Namíbia.
O Banco Nacional de Angola (BNA) disponibilizou terça-feira um “plafond” de 100 milhões de euros, em divisas, aos bancos comerciais, para abertura de cartas de crédito para importação, modelo preconizado pelo banco central angolano.
A banca comercial angolana financiou, nos últimos quatro anos, com 900 milhões de dólares, 515 projetos em diversos setores, no âmbito do Programa Angola Investe, que ainda conta com uma garantia do Estado de 450 milhões de dólares.
O secretário de Estado da Economia de Angola disse hoje que o acesso ao crédito e a qualidade dos projetos são os maiores entraves que os empresários nacionais enfrentam, prevendo a fusão de institutos públicos para apoiar este processo.
A consultora britânica Focus Economics considerou hoje que Angola vai sair da "recessão prolongada" dos últimos dois anos e crescer 1,9% este ano e 2,3% em 2019, com as reformas a merecerem a confiança dos investidores.
O kwanza angolano sofreu na terça-feira a terceira desvalorização face ao euro, este mês, acumulando uma perda de 36% desde a aplicação do regime flutuante cambial, em janeiro, com taxas de câmbio formadas nos leilões de divisas.
O novo chefe de missão do FMI em Angola, Mario de Zamaroczy, afastou hoje, em Luanda, a possibilidade deste organismo prestar assistência financeira ao Executivo angolano, por não ter havido nenhum pedido das autoridades.