O presidente da Associação Industrial em Angola, José Severino considerou ontem em Luanda, que o encurtamento do plano de venda de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) de semanal para diário, a partir deste mês de Novembro, é positivo por permitir maior flexibilidade e mais fluidez.
Há hotéis e restaurantes, em Luanda, que praticam preços que até roçam o crime de especulação, denuncia um alto quadro. A Inspecção do Turismo sente-se de “mãos atadas” para fiscalizar porque os serviços hoteleiros estão protegidos por lei. Mas o Ministério do Turismo tem planos de nivelar preços aos da região.
O Estado angolano precisa endividar-se em 3,929 biliões de kwanzas (12,7 biliões de dolares ou 11.100 milhões de euros) em 2019, equivalente a 34,6% das receitas do Orçamento Geral do Estado (OGE), segundo a proposta que o Governo entregou na Assembleia Nacional na quarta-feira.
O Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou hoje que irá disponibilizar em Novembro 850 milhões de dólares (732,75 milhões de euros) por via de sessões de venda de divisas em leilão no mercado primário, que passam a ser diárias.
A ideia do Executivo angolano de retirar, na proposta de orçamento para 2019, a subvenção aos combustíveis não avança para já. Conforme fez saber, recentemente, a secretária de Estado para o Orçamento, Aia Eza da Silva, o Fundo Monetário Internacional (FMI), através da sua equipa que presta assistência aos programas do Governo, recomendou ao Ministério das Finanças ser necessária a criação de um conjunto de medidas, para que se efective a redução do peso das subvenções aos combustíveis nas finanças públicas.
A Economist Intelligence Unit (EIU) alertou hoje para a possibilidade de Angola optar por compensar a necessidade de novos financiamentos com um aumento de dívida pública e arriscar assim uma situação de incumprimento financeiro ('default').
Angola prevê até 2022 um crescimento médio anual em termos reais de 3%, indicam as projeções do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, com o setor não petrolífero (5,1%) a liderar as receitas face às perspetivas negativas do petrolífero (-1,8%).