De acordo com um relatório que apresenta os riscos operacionais em Angola para o primeiro trimestre de 2020, produzido pela consultora Fitch e a que a Lusa teve acesso, a história violenta de Angola, a desigualdade e os altos níveis de pobreza são fatores que contribuem para o elevado nível de crimes com motivação económica no país.
O Governo de Angola prepara-se para angariar até 3 mil milhões de dólares nos mercados internacionais ainda este ano ou no princípio de 2020, tendo já reunido com investidores em Nova Iorque na semana passada.
A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que a desvalorização da moeda angolana, o kwanza, é negativa para a análise do perfil de crédito dos bancos angolanos, já que quase 30% dos empréstimos são dados em dólares.
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino considera que os gastos do país com salários são "insuportáveis e inadequados" e defendeu uma redução em 30% até junho do próximo ano.
O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) indica que, no mês de Outubro, os angolanos gastaram mais comalimentos e bebidas não alcoólicas. Em termos de preços por províncias, o Huambo, com 2,4%, liderou a tabelade regiões onde o custo de vida subiu, enquanto no sentido oposto, Luanda foi a que registou a taxa mais baixa.
O Governo está em vias de rectificar um decreto de Julho último que impõe a obrigatoriedade da aposição do Selo Fiscal de Alta Segurança sobre produtos manufacturados como bebidas, líquidos alcoólicos e tabacos, mas a medida só entra em vigor no próximo ano, excluindo os medicamentos, regidos por um mecanismo de controlo similar do Ministério do Comércio.
A consultora Capital Economics disse hoje à Lusa que a economia de Angola deve deixar de ser a terceira maior da África subsaariana, sendo ultrapassada pelo Quénia e pela Etiópia já no próximo ano.