Sexta, 19 de Agosto de 2022
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Terça, 31 Mai 2022 22:32

Cotação do barril de petróleo Brent para entrega em julho sobe 0,96% para 122,84 dólares

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em julho terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 0,96%, para os 122,84 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 1,17 dólares acima dos 121,67 com que fechou as transações na segunda-feira.

Mas durante o dia o Brent chegou a cotar a 125,08 dólares.

A cotação do Brent beneficiou do anúncio feito pela União Europeia de que vai travar as importações de petróleo russo por barco até final do ano, que correspondem a dois terços do total.

A Alemanha e a Polónia comprometeram-se, por sua parte, a não comprar o óleo que transite pelo ramal norte do oleoduto Druzhba, o que significa que, na prática, 90% das compras à Federação Russa ficam congeladas.

O anúncio de essa futura restrição da oferta coincide com o fim do confinamento estrito que manteve 26 milhões de pessoas encerradas em Xangai, por causa da pandemia do novo coronavirus, durante dois meses, o que leva a antecipar um aumento da procura na China, o que também contribuiu para a subida dos preços.

Wall Street fecha em baixa mês volátil preocupada com invasão russa e inflação

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa um mês volátil, enquanto as inquietações com as consequências da invasão russa da Ucrânia e a subida dos preços continuam a preocupar os investidores.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,67%, para os 32.990,12 pontos, o tecnológico Nasdaq recuou 0,41%, para as 12.081,39 unidades, e o alargado S&P500 baixou 0,63%, para as 4.132,15.

No conjunto do mês, o Nasdaq caiu dois por cento, ao passo que o Dow Jones e o S&P500 conseguiram manter uma alta marginal.

“A inflação persistente que levou a Reserva Federal a adotar recentemente uma política monetária severa suscita inquietações quanto a uma diminuição da atividade económica e à possibilidade de se cair em situação de recessão”, resumiram os analistas da Schwab.

Foi o índice de preços no consumo europeu que fez hoje soar o alarme ao apresentar uma inflação anual de 8,1% em maio, um recorde, segundo o Eurostat.

As bolsas europeias acusaram o toque, tal como Wall Street que abriu em queda, antes de conseguir limitar as perdas.

Do lado do petróleo, as cotações do Brent evoluíram mesmo acima dos 124 dólares por barril, o que nunca se tinha visto desde o início de março, devido ao anúncio de um embargo do petróleo russo, decidido pela União Europeia.

Esta subida dos preços encorajou a realização de ganhos, após o que o preço do barril baixou.

Sensível à inflação, o preço das Obrigações baixou, com as do Tesouro a 10 anos a verem o seu rendimento a subir dos 2,73% da véspera para 2,87%.

E “os comentários belicistas do governador da Reserva Federal (Fed) Christopher Waller mostraram o seu apoio a uma subida da taxa de juro de referência em meio ponto percentual nas próximas reuniões”, até setembro, realçaram os analistas do Wells Fargo.

Até agora, os operadores de mercado antecipavam duas subidas de taxa com esta dimensão, em junho e julho.

A reunião pouco habitual entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o da Reserva Federal (Fd), Jerome Powell, ocorrida hoje na Sala Oval da Casa Branca, atraiu as atenções dos investidores, com a subida dos preços presente na conversa.

A duas semanas de uma reunião do comité de política monetária da Fed (FOMC, na sigla em Inglês) e de uma esperada forte subida da racha de juro de referência, Jerome Powell não fez declarações.

Já Biden repetiu que a inflação “é a sua principal prioridade” e que vai respeitar a independência da Fed.

Quanto aos indicadores, a confiança dos consumidores degradou-se ligeiramente em maio nos EUA, com estes a preverem reduzir os seus gastos nos próximos meses por causa da subida dos preços.

Na quarta-feira vai ser divulgado o inquérito mensal da ADP sobre a criação de emprego no setor privado, antes de os números oficiais relativos a maio serem divulgados na sexta-feira.

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