A proposta de um “Pacto de Transição” para as eleições gerais de 2027, avançada pelo presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, introduz um novo eixo no debate político nacional: o da confiança prévia nas regras do jogo e na aceitação dos resultados. Mais do que uma simples iniciativa partidária, a ideia coloca em discussão o grau de maturidade institucional do sistema político angolano e a qualidade do seu pluralismo democrático.
Um dos grandes problemas em Angola é a falta de leitura e, para os que leem, a dificuldade de interpretação. Isso afecta directamente o desenvolvimento do país. Se alguns gestores públicos, técnicos e até juristas têm dificuldades em interpretar conceitos fundamentais, imagine o cidadão comum!
Entrou em vigor, no dia 1 de janeiro de 2026, o Decreto Presidencial n.º 173/25, de 24 de setembro, que aprova o novo Regime de Avaliação de Desempenho dos Funcionários Públicos (RADFP). Trata-se de um instrumento que pretende introduzir maior racionalidade, responsabilização e cultura de resultados na Administração Pública angolana.
Em política, as escolhas individuais têm peso público — sobretudo quando envolvem figuras que, em determinado momento, se posicionaram como vozes críticas do sistema. É por isso que surgem hoje interrogações legítimas sobre João Paulo Ganga e a necessidade urgente de esclarecimento perante informações que circulam e que, segundo fontes consideradas bem posicionadas, merecem resposta clara.
As eleições são, em teoria, o momento mais elevado da expressão democrática de um povo. Representam a oportunidade de escolha, alternância e legitimação do poder político. Em Angola, contudo, o debate sobre a transparência eleitoral tornou-se recorrente e estrutural.