A diplomacia angolana sempre esteve de rastos, sempre esteve de patas pro o ar, num clima de insucesso total, sobrefacturações, farras, funcionários impreparados diplomaticamente, tráficos de influência.
“Não será uma ordem mundial esgotada e ultrapassada que poderá salvar a humanidade e criar as condições naturais indispensáveis para uma vida digna e digna no planeta. (...) Não é uma questão ideológica; já é uma questão de vida ou morte para a espécie humana ”. Discurso de Fidel Castro Ruz na Tribuna Aberta da Revolução, realizado em San José de las Lajas , 27 de janeiro de 2001
A TV Zimbo noticiou recentemente num dos seus serviços de informação que, em Angola, «mais de 6 milhões de pessoas [foram] empregadas no último trimestre de 2020», ou seja, entre Outubro e Dezembro do ano transacto.
Fica difícil saber os motivos que levaram o ex secretário geral do MPLA Boavida Neto, a desabafar com tão relevantes verdades. Independentemente dos motivos que estiveram por trás das suas declarações, as palavras tiveram sim o seu peso, por isso valeu apena terem sido proferidas.
Uma primeira nota relativa àquele espectáculo circense que a bancada parlamentar do MPLA chamou “Combate à Impunidade como factor para a boa Governação” é o facto de não se ter permitido que nenhuma das cartas viciadas (Virgílio Tyova, antigo governador do Cunene, Pitra Neto, antigo ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança, Higino Carneiro, antigo governador de Luanda, João Marcelino Tyipinge, ex-governador da Huíla, Aldina da Lomba, ex-governadora de Cabinda, Vitória de Barros, ex-ministra das Pescas) abrisse o bico.