A China deixou de ser o maior credor de Angola em 2025, tendo sido ultrapassada pelo endividamento interno, revelou hoje o responsável pela gestão da dívida pública angolana.
A consultora britanica Oxford Economics considera que Angola e Moçambique estão entre os quatro países africanos em risco de incumprimento financeiro devido ao peso da divida, e Moçambique deverá sofrer também uma desvalorização do metical este ano.
Angola continua, de forma sustentável, a honrar o pagamento da dívida contraída com a China, no âmbito do processo de reconstrução nacional. Dados do Ministério das Finanças apontam para a redução da dívida de 10 mil milhões de dólares para 8 mil milhões, nos últimos dois anos, segundo dados avançados, nesta terça-feira, pela Unidade de Gestão da Dívida Pública.
A China está disponível para conceder novos financiamentos a Angola sem o petróleo como garantia, garante Yu Yong, diretor geral adjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros Chineses. A diabolização da dívida de África para a China, segundo o responsável, é uma narrativa criada por "peritos ocidentais" que distorce aquilo que é financiamento ao desenvolvimento.
O diretor-geral da Unidade de Gestão da Dívida angolana disse esta segunda-feira, 27 de janeiro, que a dívida com a China, principal credor de Angola, tem estado numa trajetória descendente e poderá estar totalmente saneada em 2028.