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Sábado, 31 Janeiro 2026 09:23

UNITA propõe pacto de transição para evitar violência pós-eleitoral - líder

O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), na oposição, disse hoje à Lusa que vai apresentar um pacto de transição a ser aplicado depois das eleições do próximo ano.

"A UNITA vai apresentar, muito em breve, um pacto de transição, que possa trazer garantias de abordagem dos processos eleitorais em ambiente de democracia, de estabilidade, para garantir que o período pós-eleitoral é isento de conflito e violência", disse Adalberto Costa Júnior em entrevista à Lusa, à margem da apresentação do seu livro sobre as eleições de 2022, que diz terem sido uma fraude, que deram mais uma vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

"Vamos fazer este debate na sociedade, na academia, nos partidos políticos, esperando que quem está sentado na cadeira do poder e nos dá estes sinais sobre medo do futuro, que possa sentar-se e dialogar; as eleições são ciclos regulares que, quando terminam, o cidadão é convidado a pronunciar-se sobre quem merece a confiança, não tem nada a ver com medos e ambientes de tensão", acrescentou o líder da UNITA.

Questionado sobre os contornos deste pacto, Adalberto Costa Junior disse que o objetivo é "fazer com que os intervenientes assumam o compromisso de fazer o limite no período pós-eleitoral, comprometendo-se com um quadro de reformas, um tipo de atitudes que visem a estabilidade, e não uma caça às bruxas, e Angola precisa disto", argumentou.

O presidente da UNITA é perentório: "Em 2022 não houve violência porque eu vim a público apelar a que não fizéssemos confrontos e a reivindicação a que tínhamos direito, mas que não fizemos, e isso evitou aquilo que aconteceu em Moçambique e noutros países".

Ainda assim, continuou: "Isto não pode habituar os partidos que manipulam eleições a pensar que estes modelos se podem repetir e que podem voltar a brincar com a manipulação eleitoral, que depois não vai haver de novo contestação; isso não vai acontecer", garantiu.

Na entrevista à Lusa, o presidente da UNITA acusou o Governo de Angola de não ser democrático, apontando "a tomada de controlo do poder judicial em absoluto, o controlo total da Comissão Nacional Eleitoral e uma censura extrema na comunicação social", principalmente nos órgãos detidos pelo Estado.

"Eu sou o presidente da UNITA há seis anos, e nunca fui entrevistado na televisão pública de Angola, nem nos jornais formais do Estado, portanto a censura passou a ser formal", lamentou.

As eleições em Angola estão previstas para o próximo ano, com o atual Presidente, João Lourenço, de fora da corrida presidencial devido à limitação constitucional de dois mandatos.

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Angola 24 Horas

Jornalista Luis Carlos

Licenciado em Jornalismo e Ciências Sociais é Administrador do site Angola 24 Horas

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