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Quinta, 05 Fevereiro 2026 11:17

João Lourenço quer acções concretas para operacionalização do Corredor do Lobito

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, considerou, esta quinta-feira, fundamental que as boas intenções em torno do Corredor do Lobito se convertam em decisões operacionais e instrumentos eficazes de execução.

“Precisamos alinhar prioridades, definir roteiros claros, estabelecer responsabilidades e criar mecanismos de acompanhamento que garantam impacto real, mensurável e duradouro”, disse o Presidente durante a intervenção na Reunião Inaugural de Coordenação do Corredor do Lobito, organizada pelo Governo angolano e o Banco Mundial.

Disse que esta infra-estrutura, de  conexão económica do continente,  deve assumir-se como um verdadeiro motor de transformação económica e de integração regional.

Neste sentido, manifestou satisfação pelo facto de Luanda acolher um encontro destinado a dar continuidade à materialização da visão de integração regional e prosperidade partilhada entre Angola, a República Democrática do Congo e a República da Zâmbia.

Recordou que os três países já trabalharam em diferentes formatos para afirmar o Corredor do Lobito como prioridade estratégica, contexto em que surge o mecanismo de coordenação, concebido como plataforma de alinhamento e articulação para maximizar resultados e acelerar a implementação.

O Presidente João Lourenço sublinhou que o projecto não se limita a infra-estruturas de transporte, devendo impulsionar o agronegócio, promover a transformação industrial, fortalecer cadeias de valor regionais e criar oportunidades económicas sustentáveis, com geração de empregos dignos, sobretudo para jovens e mulheres, para  a  melhoria efectiva da qualidade de vida das populações.

Durante a sua intervenção, defendeu a necessidade de se garantir a plena reabilitação e interligação das infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias e energéticas que constituem a espinha dorsal do corredor, com destaque para a reabilitação do troço ferroviário na República Democrática do Congo, a interligação ferroviária e rodoviária à Zâmbia e a expansão da interligação energética de Angola à região.

Segundo o Chefe de Estado, só com estes pressupostos será possível consolidar um verdadeiro corredor de desenvolvimento, capaz de integrar os países envolvidos de forma mais competitiva na economia global.

João Lourenço salientou que Angola tem registado, nos últimos anos, crescimento económico positivo e sustentado, assente na estabilização macroeconómica e na diversificação da economia, ao mesmo tempo que reforça as condições de confiança e previsibilidade para investimentos estruturantes.

Destacou, neste domínio, a parceria com o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento, a União Europeia, os Estados Unidos da América e outros parceiros multilaterais, bilaterais e do sector privado, cujo apoio tem sido determinante para a consolidação do projecto.

Como exemplo da passagem da visão à execução, referiu que, a 17 de Dezembro de 2025, foi assinado um financiamento global de 653 milhões de dólares norte-americanos para apoiar a realização e modernização do eixo ferroviário e das componentes logísticas associadas ao Corredor do Lobito, dos quais 553 milhões provenientes da Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos da América e 200 milhões do Banco de Desenvolvimento da África do Sul.

Considerou que este passo confirma a capacidade do projecto de mobilizar financiamento estruturado e de longo prazo, reforça a sua credibilidade e bancabilidade e cria efeito demonstrativo para novos investidores, ao mesmo tempo que impõe maior responsabilidade colectiva na execução eficiente das obras, reformas e metas definidas.

Angola, reafirmou, mantém o compromisso com a cooperação regional, o fortalecimento institucional e uma parceria transparente com todos os parceiros de desenvolvimento, com vista a transformar o Corredor do Lobito num catalisador de desenvolvimento inclusivo e sustentável.

“O Corredor do Lobito é mais do que um projecto de infra-estrutura. É um projecto de confiança, de integração e de futuro partilhado”, afirmou, para adiante sublinhar que o seu sucesso será medido pelo impacto na vida das populações, com mais emprego para os jovens, maior rendimento para as famílias, novas oportunidades para as comunidades e economias mais resilientes.

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