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Quinta, 28 Mai 2026 13:50

Angola prepara encerramento dos consulados-gerais em Nova Iorque, Macau e Montevidéu

O Governo angolano deverá avançar com o encerramento dos consulados-gerais de Angola em Nova Iorque, Macau na China, e em Montevidéu no Uruguai, no âmbito de um conjunto de medidas de contenção financeira e reorganização administrativa em curso no sector diplomático e consular.

A decisão enquadra-se na estratégia de racionalização da despesa pública e de reafectação de recursos humanos no exterior, segundo documentos oficiais e fontes ligadas ao processo.

O encerramento do Consulado-Geral de Angola em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, insere-se no novo quadro de pessoal aprovado conjuntamente pelos ministérios da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, das Finanças e das Relações Exteriores. A medida tem como objectivo a redução dos custos operacionais e a optimização da presença diplomática angolana no estrangeiro.

Embora o encerramento ainda não tenha sido oficialmente formalizado pelas autoridades, fontes diplomáticas indicam que os serviços actualmente prestados pelo consulado em Nova Iorque deverão ser transferidos para a Embaixada de Angola em Washington D.C. A medida segue a linha de reorganização já aplicada anteriormente pelo Executivo, que encerrou, em 2020, o Consulado-Geral de Angola em Houston, no estado norte-americano do Texas.

O Ministério das Relações Exteriores poderá igualmente avançar com o encerramento dos consulados em Macau, na China, e em Montevidéu, no Uruguai. Em Portugal, está também prevista uma redução da actividade do Consulado-Geral de Angola no Porto, embora, para já, sem indicação de encerramento definitivo.

As possíveis alterações têm suscitado preocupações entre empresários e membros da comunidade angolana no exterior. Em Macau, a Câmara de Comércio de Angola em Macau manifestou-se contra o eventual encerramento da representação diplomática, classificando a medida como um “retrocesso” e um “contrassenso” para as relações económicas e comerciais entre Angola e aquela região administrativa especial chinesa.

Segundo a organização, o consulado desempenha um papel relevante no apoio às comunidades angolanas residentes em Macau, bem como no fortalecimento das relações empresariais entre os dois territórios. O presidente da associação, Luís Afonso, recordou que a instituição foi criada em 2017 com o propósito de reforçar os laços económicos e institucionais entre Angola e Macau.

O novo quadro de pessoal aprovado pelo Executivo angolano prevê a eliminação de 187 postos de trabalho no serviço diplomático e consular no exterior. A medida faz parte do esforço governamental para reduzir despesas públicas, num contexto de ajustamento financeiro e reestruturação administrativa da máquina do Estado.

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