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Terça, 28 Abril 2026 17:31

Higino Carneiro e José de Almeida pré-candidatos à presidência do MPLA

O ex-governante Higino Carneiro e o advogado José Carlos de Almeida formalizaram a sua pretensão de concorrer à presidência do MPLA, partido no poder em Angola, no congresso ordinário convocado para 09 e 10 de dezembro próximo.

O advogado e escritor angolano José Carlos de Almeida formalizou hoje, junto da subcomissão de candidatura do conclave de dezembro, a pretensão de se candidatar à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), admitindo "dificuldades" de recolher assinaturas.

À Lusa, Carlos de Almeida disse que a validação da sua candidatura só depende de si: "Porque eu reúno todos os requisitos, só preciso de recolher assinaturas e essa é a maior dificuldade que tenho, [já que] todos os requisitos que estão no regulamento e nos estatutos do MPLA eu preencho".

Segundo disse, o anúncio formal da sua pretensão foi recebido "com muita satisfação" junto da subcomissão encarregue para o efeito, e pediu a concessão de cartões de militantes a todos os membros do MPLA, perspetivando uma disputa política saudável num congresso de múltiplas candidaturas.

"Prefiro a mudança e é por isso que estou a candidatar-me para trazer esperança ao povo angolano, o Presidente [da República e do MPLA] João Lourenço já fez tudo o que devia fazer, já não há nada de positivo que possamos esperar para o desenvolvimento do país e eu gostava que o presidente João Lourenço saísse pelo seu próprio pé, desistindo em concorrer (...)", declarou.

O IX Congresso Ordinário do MPLA foi convocado para os dias 09 e 10 de dezembro próximo e vai decorrer sob o lema: "MPLA -- Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro". As candidaturas ao cargo de presidente do partido decorrem entre 28 de março e 25 de outubro próximo.

O general na reforma e ex-governante angolano Higino Lopes Carneiro apresentou na última semana a sua pretensão de liderar o MPLA, tendo apelado aos militantes para subscreveram a sua candidatura, por refletir "um compromisso coletivo como o futuro do MPLA e de Angola", escreveu nas redes sociais.

Na sua conta oficial no Facebook, o ex-governador das províncias de Luanda, Cuanza Sul e Cuando-Cubango argumentou que a sua candidatura visa "democratizar ainda mais o MPLA, modernizar o partido e prepará-lo para vencer as eleições gerais de 2027".

A subcomissão de candidaturas da comissão nacional preparatória do congresso "saudou" a manifestação de candidatura apresentada por Higino Carneiro e espera que este remeta todo o processo que sustenta a sua intenção dentro dos prazos estabelecidos, conforme uma nota -- partilhada nas redes sociais pelo pré-candidato - assinada pelo seu coordenador, Job Capapinha.

A Lusa contactou Job Capapinha para abordar o processo de candidaturas, mas este recusou-se a dar entrevista, confirmando apenas que a nota que circula nas redes sociais é autêntica.

Para a corrida a cargo de presidente do MPLA, cada candidatura deve ser suportada por assinaturas de 5.000 militantes em pleno gozo dos seus direitos estatutários, sendo pelo menos 250 militantes inscritos em cada uma das 21 províncias de Angola.

Ter uma militância igual ou superior a 15 anos, ser fiel defensor e intransigente da linha política do MPLA, ser integro, honesto e ter uma conduta moral e cívica aceitáveis estão também entre os requisitos.

A verificação da conformidade das candidaturas acontece entre 26 de outubro a 01 de novembro, a notificação aos candidatos sobre a validade ou nulidade das candidaturas de 02 a 05 de novembro e a campanha eleitoral vai decorrer entre 06 de novembro e 07 de dezembro próximo.

Desconhece-se se João Lourenço, impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais de 2027, se vai recandidatar à liderança do MPLA no congresso de dezembro.

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