A decisão foi tomada durante a reunião realizada este domingo, 15, na qual também foi aprovada a realização do 6.º congresso ordinário da formação política, agendado para os dias 23 a 25 de Setembro deste ano. Durante os trabalhos, o presidente do partido, Nimi-a-Simbi, abandonou a sessão do Comité Central, depois de não conseguir convencer os membros sobre algumas propostas apresentadas.
De acordo com o comunicado do órgão, os membros deliberaram que o documento final da reunião seja enviado ao Tribunal Constitucional para integrar os autos da providência cautelar não especificada ligada ao processo n.º 1410-B/2025.
Fontes citadas pelo Novo Jornal indicam que a saída de Nimi-a-Simbi da reunião ocorreu após o Comité Central rejeitar a sua proposta de indicação do presidente da comissão preparatória do congresso, que se encontra fora do País há mais de dois anos.
Na ausência do líder partidário, os trabalhos foram concluídos por uma comissão criada no seio do Comité Central, encarregue de finalizar as deliberações da reunião.
Fundada por Holden Roberto, a FNLA volta assim a atravessar um período de tensão interna marcado por divergências e disputas de liderança, cenário que poderá afectar a capacidade de reorganização política do partido.
Recorde-se que Nimi-a-Simbi foi eleito presidente da FNLA no congresso realizado em 2021, assumindo então o compromisso de reunificar os militantes após um longo período de instabilidade interna durante a liderança de Lucas Bengui Ngonda.

