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Segunda, 13 Abril 2026 15:27

Defesa de cidadãos russos e angolanos acusados de espionagem apresenta provas na terça-feira

O Tribunal da Comarca de Luanda prossegue na terça-feira o julgamento de dois cidadãos russos e dois angolanos, acusados de terrorismo e espionagem, com a produção de provas pela defesa, disse hoje fonte ligada ao processo processo.

Segundo o advogado Bruno Xingui, defensor do jornalista angolano Amor Carlos Tomé, o julgamento, que se iniciou em 24 de março passado, prossegue na terça-feira com questões prévias inerentes ao processo levantadas pelos advogados dos arguidos.

“Estamos em crer que amanhã [terça-feira] não pularemos de fase, penso que ainda vamos permanecer na produção de provas, que também não creio que terminaremos pelo facto de alguns arguidos serem de nacionalidade russa e há a necessidade de nesta fase haver tradução das questões e respostas”, afirmou hoje o advogado à Lusa.

Os angolanos Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco e os russos Igor Rotchin Mihailovich e Lev Matveevich Lakshtanov estão acusados da prática de vários crimes, entre os quais o de espionagem, organização terrorista e financiamento ao terrorismo, instigação pública ao crime, terrorismo, corrupção ativa de funcionário e introdução ilícita de moeda estrangeira no país.

Bruno Xingui salientou, por outro lado, que Amor Carlos Tomé (seu constituinte) goza de presunção de inocência: “Até ao momento defendemos que o Tomé é inocente e nós como defesa estamos a preparar todas as ferramentas jurídicas necessárias”.

“Para podermos, então, em sede de produção de provas, que será amanhã, poder extrair o máximo de provas no sentido de poder pesar para a balança que o inocenta, esta é a nossa expetativa”, notou.

“Estamos preparados, serenos e confiantes de que sairemos com a verdade alcançada neste julgamento”, concluiu o advogado.

Os quatro homens foram detidos em agosto de 2025, em Luanda, na sequência de uma greve organizada, no final de julho, por taxistas, para protestar contra a subida do preço dos combustíveis e aumento das tarifas dos transportes públicos, que resultou em atos de vandalismo, com um saldo de pelo menos 30 mortos, 277 feridos e 1.515 detenções em todo o país, segundo as autoridades angolanas.

O Ministério Público angolano diz que os arguidos russos “fazem parte de uma organização internacional que tem vindo a desestabilizar Estados e governos, sobretudo em África, mediante recrutamento e financiamento de cidadãos nacionais com capacidade de mobilização de outros cidadãos para a prática de atos de desobediência civil generalizada, tal como ocorreu nos dias 28, 29 e 30 de julho de 2025, aquando da greve dos taxistas.

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