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Quarta, 11 Fevereiro 2026 21:26

Líder da UNITA diz que campanha dirigida tenta vender ideia que partido foi comprado

O líder da UNITA denunciou hoje, em Luanda, que esta organização política tem sido alvo nas redes sociais "de uma campanha dirigida" que tenta "vender a ideia" de que o partido foi comprado.

"Não fomos e não seremos comprados, nunca", afirmou Adalberto Costa Júnior na cerimónia de cumprimentos de ano novo, que contou com a presença de membros do corpo diplomático, dirigentes e membros do partido, convidados de outros partidos políticos, organizações da sociedade civil e entidades religiosas.

Segundo o lider da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição angolana "foi sempre forte, em oposição a mudanças na Constituição até ao final do presente mandato", bem como "a um eventual terceiro mandato".

"A UNITA escolheu cumprir e respeitar a Constituição, a UNITA nunca escolheu ir para a rua criar confusão, mas não confundam: o direito à manifestação é Constitucional e nunca pode ser posto em causa", disse.

Adalberto Costa Júnior disse que os angolanos vivem hoje "um tempo em que se pretende criminalizar direitos constitucionais", mas "nenhum cidadão deve aceitar que se criminalize o direito à opinião política".

"Há atores a tentarem semear a dúvida, mas nós vamos continuar a assumirmo-nos como uma oposição séria e consequente", disse.

De acordo com o politico, a UNITA vai apresentar ao país a proposta de um Pacto de Transição, que não significa "um instrumento de rutura", mas "uma proposta patriótica de estabilidade".

"Não é um mecanismo de exclusão. Não é uma ameaça à ordem constitucional. Não adia eleições, nem negoceia interesses. E, pelo contrário, um compromisso com o Direito, com a estabilidade pós-eleitoral. Uma garantia de harmonia capaz de expurgar os medos", realçou.

O presidente da UNITA salienta que pretendem propor "um entendimento nacional mínimo que assegure", a transparência e credibilidade do processo eleitoral de 2027, reforças institucionais consensuais que reforcem a separação de poderes, garantias de neutralidade da administração pública e um compromisso com a paz social e com a estabilidade económica durante o período eleitoral e pós-eleitoral.

Num ano pré-eleitoral, destacou Adalberto Costa Júnior, "é fundamental evitar a instrumentalização das instituições do Estado para fins partidários", bem como essencial a preservação do espaço cívico, da proteção das liberdades fundamentais e o asseguramento "que a competição política decorra em ambiente de respeito, tolerância e civilidade".

"O mundo observa Angola. O corpo diplomático aqui presente é testemunho da importância de processos eleitorais transparentes e crediveis como fator de estabilidade e confiança internacional", disse, reafirmando o compromisso do partido "com a via democrática, com a Constituição da República e com a resolução pacífica de quaisquer divergências políticas".

Para o líder da UNITA, 2026 é um ano que deve ser marcado "pela maturidade politica, pelo reforço de confiança nas instituições" e a "absoluta necessidade de reforçar a confiança nas instituições que participam diretamente no processo eleitoral", nomeadamente a Comissão Nacional Eleitoral e os tribunais, em especial, o Tribunal Constitucional que em Angola faz a vez do tribunal eleitoral.

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