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Sábado, 14 Março 2026 14:12

Angola ganha com preço alto do petróleo, mas importações encarecem - Consultora

A consultora Oxford Economics considerou hoje que os preços altos do petróleo em Angola são positivos para as contas públicas, mas também aumentam a fatura energética devido à fraca capacidade de refinação, que obriga a importar petróleo.

“O impacto dos preços elevados do petróleo bruto Brent na economia angolana é ambíguo”, dizem os analistas do departamento africano desta consultora britânica, que reviu a previsão global para o preço do petróleo no segundo trimestre, de 64 dólares por barril, para 79 dólares.

A economia angolana “certamente tem a ganhar com os preços elevados, já que maiores fluxos de receitas de exportação de petróleo melhoram significativamente os saldos orçamental e externo do país, mas devido à insuficiente capacidade de refinação, Angola também tem de importar petróleo refinado para uso doméstico e depende de elevados subsídios aos combustíveis para manter os preços internos acessíveis para a população”, explicam os analistas num comentário à evolução dos preços do petróleo, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso.

“Se os preços do petróleo bruto de Brent permanecerem elevados por um período prolongado, o Governo angolano poderá ter dificuldades em manter esses subsídios num contexto de preços mais altos de importação de petróleo refinado”, o que cria uma “vulnerabilidade orçamental que não é ideal para um país que se debate com um elevado custo do serviço da dívida”.

Esta semana, a Agência Internacional da Energia (AIE) previu que Angola produza 1,10 milhões de barris por dia este ano, mais 30 mil barris diários que a previsão da Oxford Economics, que aponta para uma subida de 6,5% na produção deste ano, para 1,13 milhões de barris diários, face à produção média de 2025.

“Os projetos petrolíferos lançados este ano darão um impulso notável à produção de petróleo em 2026”, argumentam os analistas, salvaguardando que se a produção não estiver em linha com a previsão até meio do segundo trimestre, a previsão será revista em baixa, aproximando-se da estimativa da AIE.

De acordo com os dados desta agência, a produção petrolífera em Angola melhorou para 1,09 milhões de barris por dia em fevereiro, face aos 1,07 milhões de janeiro, uma subida que surge na sequência da revisão da produção de dezembro de 2025, que foi reduzida de 1,07 para 1,06 milhões de barris diários.

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