As resoluções foram hoje divulgadas no final do XIV Congresso Ordinário, que elegeu Adalberto Costa Júnior para um novo mandato com 91% dos votos.
Os delegados saudaram a iniciativa da Frente Patriótica Unida pelo seu impacto nos resultados alcançados em 2022 e encorajaram Adalberto Costa Júnior a prosseguir o caminho, reconhecendo “o mérito dos dirigentes, quadros, membros, simpatizantes e amigos da UNITA” pelo empenho que permitiu ao partido alcançar um resultado histórico de 90 mandatos no parlamento.
As resoluções visam “reafirmar a firme determinação da UNITA de congregar os angolanos numa ampla frente patriótica para operar a alternância política em 2027”, indica o documento aprovado.
A UNITA decidiu também elevar o número de membros da Comissão Política para 351 membros efetivos e 75 suplentes — um incremento de 50 efetivos e 15 suplentes no círculo nacional — tendo em conta o aumento do número de províncias e de municípios em Angola, bem como o crescimento de membros do partido.
O partido vai manter a duração de quatro anos para cada mandato do presidente da UNITA, podendo ser dois consecutivos e um terceiro mandato interpolado, conforme previsto, mas recomendou ao próximo Congresso, o XV, que adote um mandato de cinco anos a partir de 2033.
Por outro lado, recomendou “ao presidente eleito aprimorar a estrutura de representação do Partido nas comunidades angolanas no estrangeiro” e instou os seus membros a manterem “a lealdade à direção do Partido legitimamente eleita, conservando-se fiéis aos princípios e valores da organização”.
A UNITA decidiu também alterar o nome do seu centro político-administrativo, Sovsmo, em Viana, onde decorreram os três dias de congresso, para Dr. Jonas Malheiros Savimbi.
Outras resoluções foram “manter a vocação reconciliadora do partido, fazendo do exercício democrático um fator congregador para o reforço da unidade e da coesão interna”, dar nota da “difícil situação social e económica das populações, que se agrava todos os dias, em consequência da má governação”, e agradecer ao povo angolano pelo seu desempenho nas eleições gerais de 2022, que proporcionou à UNITA o seu melhor resultado de sempre.
O partido decidiu ainda privilegiar os setores da saúde, educação, família e agropecuária como eixos principais da futura governação da UNITA, “devendo promover-se iniciativas no âmbito desta visão governativa enquanto oposição e alternativa credível ao atual executivo”.
O 14.º Congresso Ordinário, em que Adalberto Costa Júnior foi reeleito com 91% dos votos, contra Rafael Massanga Savimbi, contou com a participação de 1.228 delegados, dos 1.251 previstos, provenientes de todas as províncias de Angola e das representações da UNITA junto das comunidades angolanas na Namíbia, na República Democrática do Congo, no Congo Brazzaville, na Zâmbia, em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos da América e na Holanda.
Na abertura estiveram representantes do Estado angolano, nomeadamente a juíza presidente do Tribunal Constitucional de Angola, Laurinda Cardoso, e o 1.º vice-presidente da Assembleia Nacional de Angola, Américo Cuononoca (MPLA), bem como representantes de outros partidos como o MPLA (no poder desde 1975), FNLA, PRS, Bloco Democrático, Cidadania, Pra-JA Servir Angola, Partido Liberal e CASA-CE.
Participaram no congresso também personalidades da sociedade civil, autoridades do poder tradicional e entidades religiosas, partidos políticos estrangeiros e membros do corpo diplomático dos Estados Unidos da América, de Portugal, de França, do Reino Unido, do Japão, da Rússia e da Espanha.

