Para o responsável, a medida representa um avanço significativo na soberania monetária do país, ao reduzir a dependência da intermediação cambial e ampliar o uso do kwanza em transacções regionais. Na prática, as empresas angolanas passarão a poder negociar directamente com parceiros de outros países da região na moeda nacional, com ganhos em rapidez, redução de custos e estímulo ao comércio transfronteiriço.
O governador abordou igualmente os avanços de Angola no combate ao branqueamento de capitais, destacando reformas que alinharam o país aos padrões internacionais. Entre as mudanças estruturantes, mencionou a institucionalização da função de compliance, a criação da Unidade de Informação Financeira e a adopção de princípios de governação corporativa com sistemas de controlo interno robustos. Também foi sublinhada a adopção das normas IAS e IFRS, que elevaram a transparência e a credibilidade do sistema bancário angolano na elaboração e divulgação das demonstrações financeiras.
No capítulo da inovação, o governador destacou a incorporação de soluções tecnológicas avançadas no sistema de pagamentos nacional, nomeadamente pagamentos por código QR, tecnologia contactless e pagamentos instantâneos — com destaque para o Kwik, plataforma que permite transferências em tempo real de forma simples e acessível.
Foram ainda referidos o desenvolvimento do Open Banking e a Inteligência Artificial, com o BNA a planear um diagnóstico sobre o grau de utilização desta ferramenta no sector, com vista à sua futura regulamentação.
Encerrando a sua intervenção, o governador realçou o compromisso do BNA com a sustentabilidade, citando a publicação de princípios e guias com recomendações concretas para que as instituições financeiras avaliem e mitiguem riscos socioambientais.
O encontro decorreu sob o lema “Futuro da Banca em Angola: Resiliência, Inovação e Sustentabilidade do Negócio”.

